Enxurrada de lama mata seis e deixa 21 desaparecidos em Minas

Barragens se romperam há cinco dias

Por O Dia

Minas Gerais - Subiu para seis o número de mortos pelo rompimento das barragens Fundão e Santarém, em Mariana. Cinco dias depois da tragédia, 21 pessoas _ 11 funcionários da mineradora Samarco, proprietária das barragens, e outros 10 habitantes da região _ continuam desaparecidas. Ao todo, 631 pessoas desabrigadas, de 183 famílias, estão em hotéis e pousadas de Mariana.

Reunião ontem de representantes da Samarco com integrantes do Ministério Público e da Defensoria Pública definiu que essas 183 famílias, que perderam suas moradias devido ao rompimento das barragens, serão realocadas em casas e terão o aluguel pago pela mineradora.

“Foi acertado que haverá esse assentamento com o pagamento do aluguel pela empresa. O que ainda precisa ser definido é o cronograma e a mecânica dessa operação. A Samarco diz que já encontrou vários imóveis para colocar as pessoas”, explicou o defensor público Aylton Magalhães.

Os funcionários da empresa em Mariana ficarão em licença remunerada desta terça-feira até o próximo dia 29. Depois desse período, eles entrarão em férias coletivas de 30 de novembro a 4 de janeiro.

Na quinta-feira passada, duas barragens de rejeitos de minério da Samarco, que pertence à Vale e à anglo-australiana BHP Billiton, se romperam, devastando o subdistrito de Bento Rodrigues e deixando mortos e desaparecidos.

Protesto na sede

Integrantes da Assembleia Nacional dos Estudantes Livre (Anel-MG) fizeram ato ontem no escritório da Samarco, em Belo Horizonte. Os manifestantes entraram no prédio e se reuniram com representantes da empresa.

Do lado de fora, manifestantes pregaram cartazes com palavras de protesto contra a mineradora.

Um dos cartazes dizia: “Tragédia de Bento Rodrigues, Samarco a culpa é sua”. Em uma faixa afixada na porta do prédio os manifestantes escreveram: “Samarco mata e demite. Punição já”.

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