Eduardo Cunha é vaiado em congresso do PMDB

No meio da plateia foi possível ouvir um grito de 'Fora, Cunha'

Por O Dia

Brasília -O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi vaiado nesta terça-feira por duas vezes. As primeiras vaias acontecerem pela manhã, durante evento da Fundação Ulysses Guimarães, do PMDB. À tarde, ao abrir a sessão de votação, o peemedebista foi alvo das mulheres negras que estavam reunidas no plenário da Câmara, sob presidência da deputada Benedita da Silva (PT-RJ).

Ao chegar à Mesa Diretora, Cunha pediu que a petista se levantasse, porque iria iniciar a ordem do dia. Algumas mulheres que estavam em cadeiras mais para o final do plenário vaiaram e gritaram “Fora Cunha”. Um dos deputados em plenário chegou a criticar o protesto, afirmando que quem prega respeito deve ser o primeiro a respeitar. A pedido da segurança da Câmara, as mulheres saíram do plenário. Mas o protesto tímido dentro do plenário, deu lugar a um coro forte de “Fora Cunha do lado de fora. As mulheres gritaram: “Negras sim, Cunha não”. Uma delas chegou a gritar: “Sou do Rio e o senhor Eduardo Cunha não me representa!”. O protesto na entrada do plenário permaneceu por alguns minutos.

Ao discursar no congresso do PMDB%2C o vice-presidente Michel Temer disse que o partido não sairá do governoAgência Brasil

Mais cedo, Cunha foi alvo das vaias de militantes durante congresso peemedebistas para discutir o documento do partido “Uma Ponte para o Futuro”. Em discurso, ele afirmou que o PMDB “não pode se calar” em troca de “meia dúzia de carguinhos” e que chegará o momento de o partido decidir sobre o desembarque do governo Dilma Rousseff. “Nós não participamos, não formulamos e não temos compromisso com aquilo que está sendo colocado”, afirmou Cunha.

Ele disse ainda que “ninguém tem dúvida” de que o PMDB lançará candidato em 2018, mas que a legenda “não vai poder se furtar a debater no momento oportuno qual será o seu caminho”. Na saída do congresso do PMDB, Cunha disse que não ouviu as vaias do público presente. Apontado como o primeiro passo para o desembarque oficial do PMDB do governo, o congresso peemedebista tornou-se palanque de discursos favoráveis ao desembarque imediato da gestão Dilma Rousseff .

Mas no encerramento do congresso, o vice-presidente Michel Temer afirmou que o partido não sairá do governo federal. Defendeu ainda que o PMDB “coragem de não fugir da verdadeira luta” e também não se encolha “diante da demagogia fácil”.



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