Temer diz que encontro do PMDB não é de ruptura e que partido prega pacificação

Vice-presidente defendeu a necessidade de "pacificação" e "unificação" do país

Por O Dia

Brasília - O vice-presidente da República, Michel Temer, procurou amenizar o clima em torno do encontro do PMDB, seu partido, na manhã desta terça-feira, ao afirmar que não se trata de um evento de ruptura com o governo e que a legenda está pregando a pacificação nacional. "Isso é natural. Nós temos que colaborar com o país e, mesmo as pessoas que querem a saída do governo federal, querem colaborar com o país". O vice-presidente afirmou ainda que o PMDB "não vai sair", quando questionado em relação a ruptura de seu partido com o PT.

Em um momento que várias lideranças do partido defendem a saída do governo, Temer disse em uma rápida entrevista à TV ao chegar ao congresso nacional da Fundação Ulysses Guimarães - entidade ligada ao PMDB -  que o encontro não era a favor ou contra o governo, mas a favor do país.

Michel Temer, no encontro da Fundação Ulysses GuimarãesAgência Brasil

Além disso, Temer afirmou que é preciso, diante do atual cenário econômico, haver uma "pacificação" e uma "unificação" do Brasil. De acordo com o vice-presidente todos os partidos têm a necessidade de pensar na união nacional "para que o país não seja dividido".

Cunha é vaiado em congresso do PMDB

Ao iniciar um discurso no congresso da Fundação Ulysses Guimarães, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, foi alvo de vaias nesta terça. Assim que ele subiu no palanque para discursar, um grupo de militantes iniciou a vaia. No meio da plateia foi possível ouvir um grito de 'Fora, Cunha'.

Após alguns instantes, Cunha voltou aos discursos e afirmou que seu partido "não pode se calar" diante do atual governo. “O PMDB não vai poder se furtar de debater qual será seudestino. O PMDB tem que buscar caminho próprio. O PMDB terá candidato em 2018 e vai disputar em 2016 todas as eleições que puder, em todos os municípios. E a discussão é se o PMDB tem que ficar atrelado com o projeto que aqui está. Nós não participamos da formulação desse programa. Essa voz não pode ser abafada”, disse Eduardo. 

O encontro promovido pelo PMDB, nesta terça-feira, teve entre outros objetivos debater assuntos sobre reforma política, ajuste fiscal do Executivo e possíveis alternativas à políticas do governo de Dilma Rousseff.


Com informações da Reuters


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