Por tiago.frederico

Minas Gerais - A mineradora Samarco suspendeu o pagamento a funcionários e fornecedores por ter tido seus recursos congelados em decisão judicial depois do rompimento da barragem de rejeitos de minério de ferro no município de Mariana (MG), afirmou a empresa em nota no último sábado.

Tragédia ambiental em Mariana: Impunidade à vista

A empresa, que tem como controladoras a Vale S.A. e a australiana BHP Billiton Ltda - a maior produtora de ferro brasileira e a maior mineradora do mundo -, também pediu à Justiça permissão para atrasar os pagamentos ao fundo de compensação criado em um acordo com o Ministério Público porque está sem acesso aos seus recursos.

Os governos federal e dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo entrarão com uma ação conjunta de reparação de danos na ordem de 20 bilhões de reais contra as três empresas nesta segunda-feira, informou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, na última sexta-feira.

A barragem de rejeitos da Samarco rompeu no dia 5 de novembro, espalhando 60 milhões de metros cúbicos de lama e rejeitos de minério de ferro, além de outros metais, destruindo os distritos de Bento Rodrigues e Paracatu, matando 13 pessoas e poluindo todo o vale do Rio Doce. Esta semana, a lama chegou até o litoral do Espírito Santo.

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