Governador de São Paulo vê 'ação política' em protestos estudantis

Manifestantes são detidos pela polícia de Geraldo Alckmin

Por O Dia

São Paulo - Oito pessoas foram detidas pela Polícia Militar em uma onda de protestos de estudantes contra a reorganização escolar da rede estadual em São Paulo. Avenidas da cidade, em bairros como o Sumaré, próximo à Avenida Paulista, e no Morumbi, foram interditadas por estudantes com carteiras escolares espalhadas pelas ruas.

Estudantes lutam cotra reorganização escolar em São Paulo Reprodução Twitter %40cmi_saopaulo

Houve confronto entre alunos e policiais militares no momento em que os soldados começaram a retirar as carteiras. A PM interveio com bombas de efeito moral para liberar o cruzamento das ruas, que estavam sendo bloqueadas por estudantes da rede estadual de ensino.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou que é “nítido que há ação política por trás dos protestos”. “Não é razoável obstrução de via pública, é nítido que há uma ação política no movimento. Há uma nítida ação política”, afirmou Alckmin, durante evento no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Desde o início da semana, estudantes têm adotado a estratégia que chamam de “trancamento” das avenidas para chamar a atenção de suas manifestações. Em três casos recentes, a PM precisou intervir com o uso da força para liberar o tráfego.

Anunciado em setembro, o plano do governo do Estado de São Paulo prevê a divisão das escolas por ciclos únicos. Segundo o governo, o objetivo é melhorar a qualidade do ensino e evitar, por exemplo, que alunos de seis anos frequentem a mesma unidade de adolescentes de 17 e 18 anos.

Para isso, 92 escolas serão fechadas, e 311 mil alunos serão remanejados. A rede paulista tem 5.147 escolas e 3,8 milhões de estudantes. Ao todo, 754 unidades novas escolas terão só um ciclo no estado a partir do próximo ano.

O plano encontra resistência de parte dos alunos afetados — 191 escolas estão ocupadas, desde novembro, em protesto contra a mudança. Além disso, o Ministério Público do Estado decidiu entrar com ações na Justiça para derrubar a proposta da Secretaria do Estado de Educação de São Paulo.

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