Deputados batem boca e quase partem para agressão no Conselho de Ética

Após a briga, presidente da Casa adiou novamente a sessão que votará o processo de cassação de Cunha

Por O Dia

Rio - Os deputados Wellington Roberto (PR-PB) e José Geraldo (PT-PA) bateram boca e quase partiram para agressão na sessão do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados nesta quinta-feira. Os dois tiveram que ser contidos por colegas enquanto gritavam acusações. O presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA) adiou novamente a sessão.

Deputados brigaram em sessão do Conselho de Ética desta quinta-feiraReprodução Tv Câmara

A discussão começou após Wellington declarou que a votação para pedir a retirada de Cunha da presidência da Câmara era golpe. A discussão tomou o plenário, que se agitou, e os dois parlamentares começaram uma troca de acusações.

"Me respeite. O senhor chamou de moleque todo mundo aqui, de turma do Cunha. Quem tem turma é ladrão", disse Wellington exaltado. "Fale o que você quiser, aceito tudo menos me tocar", retrucou o petista. Após a confusão, José Geraldo mudou de lugar.






Após manobra nesta quarta-feira, para tentar frear punições contra Cunha, o deputado Marcos Rogério (PDT-RO) foi nomeado relator do processo que pode resultar na cassação de Cunha. Marcos Rogério afirmou, nesta quinta-feira, que o parecer de Fausto Pinato pela abertura do processo contra Cunha será mantido, mas que fará "alguns ajustes". Ele não quis revelar seu voto e alegou "cautela".

Deputados se articulam para trazer Pinato de volta ao Conselho de Ética

"Qualquer que seja o caminho, não é demais lembrar que há que ser respeitado o devido processo legal, o direito de defesa e do contraditório em todas as fases do processo", comentou o novo relator.

A Mesa Diretora da Câmara, que é controlada por aliados de Cunha, destituiu Fausto Pinato (PRB-SP) de relator do processo contra o peemedebista nesta quarta-feira. O afastamento de Pinato foi pedido por outro aliado de Cunha, deputado Manoel Junior (PMDB-PB).

Em resposta, deputados reuniram, até a noite desta quarta-feira, 146 assinaturas anular a decisão da mesa diretora. A adesão precisa chegar a 171 nomes para que a proposta seja colocada em votação no Plenário e Pinato seja reconduzido à relatoria da Comissão de Ética.




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