Novo relator indica que dará parecer a favor de processo contra Cunha

Marcos Rogério (PDT-RO) anunciou que na próxima terça-feira apresentará formalmente o novo relatório sobre o caso

Por O Dia

Brasília - O deputado Marcos Rogério (PDT-RO), novo relator do processo sobre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou nesta quinta-feira que na próxima terça-feira apresentará formalmente o novo relatório sobre o caso e lembrou que, como já era de conhecimento de todos os parlamentares, será favorável à admissibilidade do processo.

“Meu parecer em razão da discussão da matéria já é conhecido de todos, então apresentarei apenas de maneira formal meu relatório. Vou repeitar o devido processo. Não aturarei com açodamento nem procrastinação, serei na condição de relator, um ajudante de cumpridor do regimento. Vou zelar pela probidade do processo”, disse Marcos Rogério, destacando que, por zelo ao processo, não apresentaria o voto imediatamente.

Deputado federal Marcos Rogério é o novo relator do caso Cunha no Conselho de ÉticaDivulgação / Câmara dos Deputados

O relator também elogiou o presidente do Conselho, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), que, segundo ele, mesmo discordando da substituição do antigo relator, Fausto Pinato (PRB-SP), agiu com a cautela que o processo exige acatando a decisão da vice-presidência da Casa.

Deputados trocam tapas durante sessão

Os deputados Wellington Roberto (PR-PB) e Zé Geraldo (PT-PA) trocaram tapas na manhã desta quinta-feira na sessão do Conselho de Ética. Quando surgiu a informação de que os deputados poderiam encaminhar um requerimento contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sua tropa de choque interveio e passou a acusar os adversários de golpe. Foi no calor dessa discussão que os dois deputados foram às vias de fato e tiveram de ser contidos.

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“Não me toque”, esbravejou Geraldo, acusando Roberto de tê-lo agredido. A acusação foi devolvida. “Homem nenhum vai tocar em mim”, disse Roberto aos gritos. O presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), suspendeu a sessão por cinco minutos enquanto os parlamentares eram contidos por seguranças e por colegas. Araújo classificou o episódio de “espetáculo deprimente para todos nós” o ocorrido.

Em seguida, na volta dos trabalhos, Araújo passou sermão. “O Conselho de Ética não pode ser palco disso. Se querem tirar a dúvida de alguma forma, aqui não é o local. Aqui é o local da ética, do zelo, do respeito entre seus pares. Da conversa e do diálogo. Jamais isso aqui poderá ser transformado num ringue. Não pode ser transformado num lugar da disputa corporal. A disputa aqui é de ideias. Moderem-se. Ajam como parlamentares. Os senhores têm de se dar ao respeito”, afirmou Araújo.

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