Por rafael.souza
Publicado 15/12/2015 09:48 | Atualizado 15/12/2015 17:22

Brasília - A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal, cumpre mais uma fase da Operação Lava Jato, na manhã desta terça-feira. Entre os alvos estão as residências do presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em Brasília e no Rio de Janeiro. O cumprimento dos mandados de busca e apreensão foi autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavaski, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

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Dois procuradores do MPF acompanharam a operação da Polícia Federal na casa de Eduardo Cunha, no condomínio Park Palace, na Barra da Tijuca, onde os agentes ficaram por cerca de 3h30. Eles deixaram o local com um malote preto com diversos documentos. A filha e um advogado do presidente da Câmara também estavam na residência. Escritório de Cunha no Largo da Carioca também foi alvo dos policiais.

Carros do Ministério Público Federal e da Polícia Federal diante da casa de Eduardo Cunha, no Condomínio Park Palace, na Barra da TijucaPaulo Cappelli / Agência O Dia

As ações acontecem também nas residências do ministro de Ciência e Tecnologia, Celso Pansera (PMDB-RJ), em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, do deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE) e do senador Edison Lobão (PMDB-MA). Agentes da PF também cumprem mandados na Diretoria-Geral da Câmara dos Deputados.


De acordo com a PF, a Operação batizada de "Catilinárias" tem como objetivo o cumprimento de 53 mandados de busca e apreensão, referentes a sete processos instaurados a partir de provas obtidas na Lava Jato. Além do Distrito Federal e Rio, os mandados estão sendo cumpridos em São Paulo, Pará, Pernambuco, Alagoas, Ceará e no Rio Grande do Norte.

Agentes da Polícia Federal também estiveram no escritório de Eduardo Cunha%2C no Centro do RioMaíra Coelho / Agência O Dia

As buscas ocorrem nas residências de investigados, em seus endereços funcionais, sedes de empresas, em escritórios de advocacia e órgãos públicos. A Polícia Federal informou que "a medida tem como objetivo principal evitar que provas importantes sejam destruídas pelos investigados". Foram autorizadas apreensões de bens que possivelmente foram adquiridos pela prática criminosa. Os investigados respondem a crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, entre outros.


Aliados do presidente da Câmara acreditam que a operação desta terça-feira não deve interferir na votação do parecer do deputado Marcos Rogério (PDT-RO) no Conselho de Ética, que pede a continuidade das investigações sobre o envolvimento de Cunha em negócios irregulares envolvendo a Petrobras e na manutenção de contas secretas no exterior.

Nesta terça-feira, o Conselho de Ética da Câmara pode votar o parecer sobre a representação contra Eduardo Cunha por suposta quebra de decoro parlamentar. O novo relator da representação movida pelo PSOL e pela Rede, o deputado Marcos Rogério apresenta o parecer favorável ao prosseguimento das investigações.

Com informações da Agência Brasil

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