Por gabriela.mattos
Publicado 16/12/2015 20:07 | Atualizado 17/12/2015 01:00

São Paulo - Cerca de seis mil manifestantes, segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), lotaram o Centro do Rio contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, contra a política econômica do governo e contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Os protestos pró-Dilma também ocorreram em 20 outras capitais e no Distrito Federal. A maior manifestação aconteceu em São Paulo, com a presença de 55 mil pessoas, segundo o Datafolha.

Movimentos sociais e sindicais se unem em ato contra impeachmentiG

No Rio, os militantes se reuniram na Cinelândia e cantaram “Para Não Dizer que Não Falei das Flores”, de Geraldo Vandré, hino de resistência à ditadura militar. Também exibiram cartazes nos quais estava escrito “Eu não vou deixar ter golpe”. Houve queima de fogos.

“Esse é um ato contra o golpe e a favor da democracia. O que a Câmara está fazendo é rasgar a Constituição. Os que perderam a eleição estão querendo ganhar no grito”, afirmou o presidente da CUT do Rio, Marcelo Rodrigues. Para ele, a política econômica do governo Dilma precisa dar “uma guinada”.

Os manifestantes também entoaram palavras de ordem contra Eduardo Cunha: “1, 2, 3, 4, 5, mil, queremos que o Cunha vá para ...”

No Rio, em Brasília e em São Paulo, quando locutores em carros de som anunciaram que a Procuradoria Geral da República pediu o afastamento do presidente da Câmara, os manifestantes gritaram “Ai, ai, ai, empurra o Cunha que ele cai”. Junto à cantoria, os gritos de “fora, Cunha” e “não vai ter golpe” também foram repetidos nas manifestações em todos os estados.

Em cidades como Salvador e Porto Alegre, manifestantes usaram máscaras de Cunha e levaram cédulas falsas de dinheiro durante o protesto.

Em São Paulo, os manifestantes partiram da avenida Paulista, em frente ao Masp, e se dirigiram até a praça Roosevelt. No horário de maior movimento do protesto, às 19h, 45,4 mil pessoas estiveram no ato. Ainda segundo a pesquisa, 14,8 mil pessoas ficaram durante todo o tempo do protesto.

No último domingo, 40,3 mil pessoas estiveram na avenida Paulista em defesa do impeachment, número distante do pico de março, quando 200 mil pessoas foram aos protestos contra o governo.

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