Picciani deve retornar ao cargo de líder do PMDB na Câmara

Lista com 36 assinaturas de parlamentares foi protocolada na Secretaria Geral da Casa pedindo a volta do deputado

Por O Dia

Rio - O deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) protocolou na Secretaria Geral da Câmara, na manhã desta quinta-feira, uma lista com 36 assinaturas de parlamentares para voltar ao cargo de líder do PMDB na Casa.

LEIA MAIS: Destituição de Leonardo Picciani da liderança do PMDB deflagra guerra

Executiva nacional do PMDB aborta manobra de Leonardo Picciani

Segundo a assessoria do deputado, o documento aguarda a conferência do atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha. A lista reúne assinaturas como a do deputado Pedro Paulo, João Mendes, entre outros. 

Por conta de sua ligação com o Palácio do Planalto, Leonardo Picciani foi afastado na última semana da liderança do partido: 35 dos 66 integrantes da bancada concordaram com sua saída. A destituição do deputado da liderança do PMDB deflagrou uma guerra entre as alas governista e oposicionista do partido.

Picciani deve retornar ao cargo de líder do PMDB na CâmaraDivulgação

Desde então o PMDB-RJ atua para aumentar o número de seus representantes na bancada federal: esses novos deputados terão a função de, com seus votos, fazer com que Leonardo Picciani volte à liderança. No entanto, a estratégia montada pelo partido foi por água abaixo depois que a Executiva Nacional do PMDB decidiu que todas as novas filiações de deputados vão passar pelo comando do partido.  

Além de enterrar momentaneamente os planos de Leonardo Picciani, a decisão da Executiva abalou ainda mais as relações entre o vice-presidente Michel Temer e o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL). Calheiros classificou como um “horror” e “retrocesso democrático” a resolução da Executiva Nacional do PMDB. Ele criticou abertamente Temer, a quem culpou por aumentar a divisão na bancada do partido.

“O PMDB é um grande partido, porque não tem dono, é democrático. É um partido muito forte por isso”, afirmou. “Como é que pode a Executiva querer dizer agora quem é que vai poder entrar e quem não vai poder entrar? Ou seja, o PMDB a partir dessa decisão passará a ter dono? Isso é um horror”, disse Renan.

Temer reagiu e, em nota, afirmou que o PMDB não tem dono, mas também não tem “coronéis”. “É correta a afirmação de que o PMDB não tem donos. Nem coronéis”, sublinha a nota. O texto diz que a estratégia de filiar deputados federais ligados a outras legendas visava agregar à bancada do PMDB parlamentares “transitórios” com a intenção de “fragilizar”. A nota afirma ainda que o partido tomou suas decisões baseadas no voto e ressalta o placar de 15 a 2 pelo filtro nas novas filiações.

Reportagem de Fernanda Macedo

Últimas de _legado_Brasil