Por fernanda.macedo
Publicado 22/12/2015 11:32 | Atualizado 22/12/2015 23:16

Pernambuco - Atacado por um tubarão na segunda-feira à tarde, na praia Sueste, no arquipélago de Fernando de Noronha, um turista paranaense teve a mão e parte do antebraço direito decepados. O homem, de 33 anos, foi atendido no hospital local e levado para Recife, onde foi submetido a uma cirurgia nesta terça-feira.

Este foi o primeiro caso registrado de ataque de tubarão no arquipélago, segundo o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), que administra o Parque Nacional Marinho, do qual faz parte Sueste. Por causa do ataque, a praia foi interditada para banho. 


Arquipélago de Fernando de Noronha, em PernambucoReprodução

O turista , que estava viajando de férias com a noiva, mergulhava com snorkel a cerca de 200 metros da praia do Sueste quando sofreu ataque. Como não é permitido saída de voos durante a noite de Fernando de Noronha, o paciente só foi levado para Recife de manhã. Ele foi transportado em UTI aérea.

Em Recife, o turista foi atendido no Hospital da Restauração, que trata de vítimas de ataques de tubarões. De acordo com a assessoria do hospital, o rapaz — cujo nome não foi divulgado — está consciente. Segundo o cirurgião geral Rogério Ehrhardt, do Hospital da Restauração, o quadro de saúde o paciente é estável. “O paciente se encontra estável, foi feita mais uma limpeza. Ele está tomando antibiótico e vai passar uns dias internado para o tratamento, sem previsão de alta. Por conta da mordedura do animal, é preciso cumprir o ciclo do antibiótico para avaliar o que mais vai precisar ser feito”, disse o médico.

Especialistas de Pernambuco e de outros estados já começaram a investigar o ataque ao turista paranaense. Uma das hipóteses é que a vítima teria se aproximado demais do animal.“Houve uma interação e, em seguida, o ataque”, afirmou o coronel Clóvis Ramalho, presidente do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit).

Os tubarões são comuns na região, principalmente da espécie Lixa, Limão e Tigre. Mas, como há farta alimentação para esses animais na região, os ataques são raros.



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