Jaques Wagner acusa Eduardo Cunha de usar impeachment como vingança

Ministro da Casa Civil usa redes sociais para criticar presidente da Câmara

Por O Dia

Brasília - O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, usou as redes sociais para criticar o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que deflagrou no mês passado a abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Em suas contas no Twitter e no Facebook, Wagner mostrou confiança na derrubada pelos deputados do pedido de afastamento de Dilma e afirmou que o governo não apenas reconhece os erros que cometeu na economia, como está trabalhando para resolvê-los.

Nas redes, Wagner reconheceu também erros na condução da economiaAgência Brasil

“Vamos obter muito mais dos que os 171 votos necessários para barrá-lo porque esse processo, que nasceu como um instrumento de vingança, não tem fundamentação jurídica para seguir em frente”, escreveu o ministro. “Eu e a presidenta Dilma e todo o governo estamos confiantes de que o processo de impeachment não sobreviverá aos primeiros testes na Câmara”, emendou. Ele argumentou ainda que a impopularidade de Dilma não é crime e, portanto, não pode ser usada como objeto para embasar o impeachment.

Nas redes sociais, o ministro citou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou a sessão que escolheu membros para a comissão do impeachment na Câmara e decidiu que, caso o processo seja aprovado na Câmara, o Senado tem o poder de derrubá-lo. Para ele, o rito estabelecido pelo Supremo anulou “as manobras do presidente da Câmara”, o que “acabou com a banalização e a tentativa de uso político do impeachment”.

CRISE ECONÔMICA

Apontado como um dos principais auxiliares de Dilma, o ministro voltou a reconhecer falhas do governo na condução da economia nacional. “Temos plena consciência de alguns erros que cometemos e das dificuldades que precisamos vencer na economia, mas impopularidade não é crime. É um defeito, um problema que vamos seguir trabalhando para resolver”, escreveu Wagner, no primeiro dia útil de 2016.

Depois do ajuste fiscal, o governo prepara agora um pacote de medidas para tentar tirar o País da crise e fazer a economia voltar a crescer. Uma das iniciativas vai ser retomar as atividades do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, conhecido como ‘Conselhão’.

Últimas de _legado_Brasil