São Paulo - Além do Rio, outras duas capitais, São Paulo e Belo Horizonte, também foram palco de protestos contra o aumento das tarifas de transporte público. Em São Paulo, manifestantes mascarados entraram em confronto com a Polícia Militar. Policiais jogaram bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral. Alguns manifestantes revidaram com pedras.
Agências bancárias, ônibus, orelhões e carros da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) foram depredados. Passageiros de ônibus foram obrigados por manifestantes a descer dos veículos, para que fossem destruídos com uso de pedras, pedaços de madeira e extintores de incêndio. Manifestantes montaram barricadas com sacos de lixo em chamas em várias ruas do Centro de São Paulo. Bombeiros foram chamados para apagar o fogo. Um policial teria sido ferido na cabeça. Até as 20h30, três pessoas tinham sido presas.
Em São Paulo, as tarifas das passagens de ônibus, metrô e trem aumentam a partir de hoje: passarão de R$ 3,50 para R$ 3,80. A manifestação foi organizada pelo Movimento Passe Livre (MPL), que também esteve à frente de protestos contra o aumento da tarifa em 2013 e 2014. O MPL estima que cerca de 30 mil pessoas participaram da manifestação em São Paulo. A PM não fez estimativa de público.
Em Belo Horizonte, manifestantes também saíram pelas ruas da cidade para criticar o novo preço da tarifa dos transportes públicos. Não houve tumulto, apesar de um grupo ter ateado fogo em uma catraca de ônibus.
No último domingo, o valor da passagem passou de R$ 3,40 para R$ 3,70. Este foi o segundo aumento em menos de seis meses. “Mãos ao alto, esse aumento é um assalto”, cantava o grupo no início da noite. O ato também foi convocado MPL e é apoiado pelo Tarifa Zero.