Por luis.araujo
São Paulo - Além do Rio, outras duas capitais, São Paulo e Belo Horizonte, também foram palco de protestos contra o aumento das tarifas de transporte público. Em São Paulo, manifestantes mascarados entraram em confronto com a Polícia Militar. Policiais jogaram bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral. Alguns manifestantes revidaram com pedras.
"Eu não aguento mais um aumento"%2C gritam os manifestantes durante passeata no Centro de São PauloReprodução Twitter

Agências bancárias, ônibus, orelhões e carros da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) foram depredados. Passageiros de ônibus foram obrigados por manifestantes a descer dos veículos, para que fossem destruídos com uso de pedras, pedaços de madeira e extintores de incêndio. Manifestantes montaram barricadas com sacos de lixo em chamas em várias ruas do Centro de São Paulo. Bombeiros foram chamados para apagar o fogo. Um policial teria sido ferido na cabeça. Até as 20h30, três pessoas tinham sido presas.

Em São Paulo, as tarifas das passagens de ônibus, metrô e trem aumentam a partir de hoje: passarão de R$ 3,50 para R$ 3,80. A manifestação foi organizada pelo Movimento Passe Livre (MPL), que também esteve à frente de protestos contra o aumento da tarifa em 2013 e 2014. O MPL estima que cerca de 30 mil pessoas participaram da manifestação em São Paulo. A PM não fez estimativa de público.

Esquema de segurança em São Paulo conta com uma grande quantidade de policiaisReprodução Twitter

Em Belo Horizonte, manifestantes também saíram pelas ruas da cidade para criticar o novo preço da tarifa dos transportes públicos. Não houve tumulto, apesar de um grupo ter ateado fogo em uma catraca de ônibus.

No último domingo, o valor da passagem passou de R$ 3,40 para R$ 3,70. Este foi o segundo aumento em menos de seis meses. “Mãos ao alto, esse aumento é um assalto”, cantava o grupo no início da noite. O ato também foi convocado MPL e é apoiado pelo Tarifa Zero.