Por fernanda.macedo
Brasília - O ministro Teori Zavascki do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de sua mulher, Cláudia Cruz, de sua filha, Danielle Dytz da Cunha, além de pelo menos três empresas ligadas à família. A informação foi publicada na edição desta sexta-feira do jornal Folha de S. Paulo.
Publicidade

O pedido, que foi autorizado por Teori Zavascki - relator do processo referente à operação Lava Jato no STF - foi feito pela Procuradoria-Geral da República. O perído de análise será de 2005 a 2014. O presidente da Câmara é acusado de ter mantido contas secretas no exterior com recursos desviados de contratos da Petrobras.

STF autoriza quebra de sigilos de Cunha e famíliaAgência Brasil

Ainda segundo a reportagem, com a quebra dos sigilos, os investigadores querem obter detalhes da movimentação financeira de Eduardo Cunha e possíveis ações irregulares de suas empresas. A família do presidente da Câmara possui empreendimentos na área de comunicação. Entre os alvos da investigação estão as empresas Jesus.com, C3 Produções e Rádio Satélite. Há ainda a suspeita que as contas no exterior teriam repassado valores para umas das empresas.

Publicidade
Procurada pela reportagem do DIA, a Procuradoria-Geral da República confirmou a informação. Por meio de nota, a assessoria do presidente da Câmara informou que o deputado "lamenta o vazamento de dados protegidos por sigilos legal e fiscal" e que a informação divulgada "ocorreu há mais de 3 meses". Eduardo Cunha confirma também que "jamais recebeu qualquer vantagem indevida de quem quer que seja e que não vê qualquer problema com a quebra de sigilos, e sempre estará à disposição da Justiça para prestar quaisquer explicações."