Por adriano.araujo
Ex-deputado Pedro CorrêaReprodução Internet

Brasília - Em negociação com a força-tarefa da Operação Lava Jato e com a Procuradoria-Geral da República para fechar acordo de delação premiada, o ex-presidente do PP Pedro Corrêa disse ter informações capazes de comprometer cerca de cem políticos, entre eles dois ministros do atual governo: Jaques Wagner, da Casa Civil, e Aldo Rebelo, da Defesa. A relação apresentada por Corrêa durante os entendimentos inclui também o nome do senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais. As informações são do jornal ‘Folha de S. Paulo’.

Corrêa está preso em Curitiba e foi condenado a 20 anos de prisão sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro no esquema da Petrobras. A sentença aponta recebimento de R$ 11,7 milhões em propina. O ex-deputado federal por Pernambuco já havia sido condenado a sete anos de prisão no processo do mensalão.

A menção a Jaques Wagner feita por Corrêa se soma a outras feitas ao ministro na semana passada.

Nas tratativas de sua delação, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró disse que o ministro recebeu recursos desviados da Petrobras para sua campanha ao governo da Bahia, em 2006. Wagner apareceu ainda em diálogos com o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, um dos alvos da investigação, prometendo interceder pela liberação de recursos para a empreiteira.

Por meio de sua assessoria, Wagner disse que desconhece os termos em que foi citado tanto por Pedro Corrêa quanto por Nestor Cerveró. Por isso, ele alegou que não iria se pronunciar. Aldo Rebelo preferiu não comentar, assim como Aécio Neves.

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