Por bferreira

São Paulo - Terminou em tumulto na região central de São Paulo, ontem, o segundo ato contra o aumento das passagens de trens, ônibus e metrô. A PM usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Duas pessoas foram presas e três ficaram feridas.

A ação policial se deu após impasse sobre a rota do protesto. Os manifestantes queriam descer a Avenida Rebouças rumo ao largo da Batata, em Pinheiros, enquanto a PM determinava que a marcha deveria seguir pela rua da Consolação,rumo ao Centro. Após empurra-empurra entre manifestantes e PMs, as bombas começaram a ser lançadas.

Pelo menos três pessoas ficaram feridas. Uma jovem que teria sido atingida por uma bala de borracha e um rapaz que disse ter sido agredido na cabeça por um policial com cassetete. Segundo testemunhas, um fotógrafo também teria sido ferido na cabeça.

Antes da dispersão com bombas, mais de 100 policiais militares cercavam os manifestantes concentrados na Praça do Ciclista, fechando a Avenida Paulista na altura da rua Bela Cintra, e impediam que outras pessoas se aproximassem do grupo de manifestantes para engrossar o protesto.

Após a ação com gás lacrimogêneo, manifestantes reagiram espalhando sacos de lixo pelas ruas para tentar conter a aproximação policial com motos e carros, que desciam em direção ao Centro.

Mesmo antes de a manifestação deixar a praça do Ciclista, na avenida Paulista, duas pessoas foram detidas. Uma delas, segundo a PM, estava com uma corrente e uma tesoura na mochila.

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