Por clarissa.sardenberg

Rio - O cansaço do piloto Marcos Martin em 13 de agosto de 2014 contribuiu para o acidente que matou o então candidato do PSB à Presidência e ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e outras seis pessoas, concluiu a Força Aérea Brasileira. Segundo o relatório final das investigações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), a queda do avião em Santos, em São Paulo, foi provocada por uma sequência de falhas humanas, informou o "Estado de S. Paulo". O resultado de 17 meses de investigação será apresentado na tarde desta terça-feira.

Eduardo Campos morreu em acidente aéreo em agosto de 2014 junto com outras seis pessoasMurillo Constantino / Agência O Dia

O piloto não tinha treinamento específico para aquela aeronave, um Cessna 560 XL, segundo o Cenipa. A Aeronáutica, inclusive, emitiu um alerta de segurança à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) três meses depois do acidente com Campos por causa disso. Além desse fator, o Marcos Martin optou por um "atalho" para acelerar o procedimento de descida na Base Aérea de Santos, no Guarujá. O avião tinha deixado o aeroporto Santos Dumont, no Rio.

O relacionamento entre o piloto e copiloto, Geraldo Magela Barbosa, também pesou na análise, que levou em conta o perfil psicológico, pessoal e profissional dos dois. Segundo o Cenipa, os dois já haviam se desentendido e Barbosa chegou a pedir para não voar mais com Martins.

O fato de Martins ter reclamado em seu perfil em redes sociais que estava "cansadaço" dias antes do acidente também foi analisado. O tom de voz do piloto em uma comunicação também demonstrou cansaço, segundo o relatório.

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