Presidente Dilma Rousseff vai depor na Operação Zelotes

Ela será testemunha de defesa de Eduardo Valadão

Por O Dia

Brasília - A presidente Dilma Rousseff deverá ser ouvida como testemunha de defesa de um dos acusados no suposto envolvimento de compra de duas medidas provisórias (MPs) no governo. A assessoria de imprensa da Justiça Federal do Distrito Federal confirmou que o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília, autorizou o pedido para que a presidente preste depoimento.

Dilma será testemunha do empresário Eduardo ValadãoEFE

De acordo a assessoria de imprensa da Justiça Federal do DF, será expedido um ofício de consulta à presidente para saber como ela vai querer responder às perguntas, se por escrito ou de forma presencial. Durante o dia, Dilma Rousseff e Michel Temer tiveram a primeira reunião deste ano.

As investigações sobre as denúncias de compra de MPs foram feitas na Operação Zelotes, deflagrada pela Polícia Federal (PF), em março do ano passado, para apurar suspeita de pagamento de propina a integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), visando anular ou diminuir débitos tributários de empresas com a Receita Federal.

Dilma será testemunha do empresário Eduardo Valadão. Apesar da autorização do depoimento, a presidente não é alvo da investigação.

Segundo prevê o artigo 206 do Código Penal, a testemunha não pode deixar de responder. A assessoria da Presidência informou que Dilma ainda não foi notificada. A defesa listou 56 testemunhas.

Michel Temer diz que governo deve ouvir mais os empresários

O vice-presidente Michel Temer disse ontem à presidente Dilma Rousseff que o governo deve “ouvir mais” os empresários e buscar implementar suas propostas viáveis. Eles se reuniram por mais de uma hora, pela primeira vez, neste ano, no Palácio do Planalto.

Um dos temas tratados foi a reativação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Temer disse que deve participar da reunião do Conselho prevista para semana que vem.

Formado por empresários, ministros e outros representantes da sociedade, o conselho assessora a presidente da República na formulação de políticas e diretrizes específicas, além de apreciar propostas de políticas públicas, de reformas estruturais e de desenvolvimento econômico e social submetidas pela Presidência.

Dilma e Temer discutiram também o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado terça-feira, que piorou a projeção de recuo da economia brasileira este ano. A estimativa para a retração do Produto Interno Bruto (PIB) passou de -1% para -3,5%. Para o FMI, será o segundo ano consecutivo de queda da economia. (Com Agência Brasil)

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