Por felipe.martins

Rio - A acirrada disputa pela liderança do PMDB na Câmara dos Deputados, em Brasília, ficou ainda mais embaralhada na tarde de quarta-feira, quando o deputado paraibano Hugo Motta resolveu entrar na briga. O posto é estratégico para governo e oposição. 

O líder do PMDB indicará os oito representantes do partido na comissão especial que julgará o impeachment da presidente Dilma Roussef, questão de honra para o presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (RJ). Até anteontem seu candidato era o mineiro Leonardo Quintão. Com a chegada de Motta, Cunha passa a ter jogadores em campo. Se Quintão não decolar, Cunha vai de Motta.

Ainda nesta quinta-feira, seus aliados já espalhavam que o paraibano indicaria representantes contrários ao governo na Comissão do impeachment. Nos bastidores, o próprio Motta fez uso do boato e mandou recados ao Palácio do Planalto. Avisou que não ficaria nada satisfeito em ver o governo se intrometendo nos assuntos internos do partido e apoiando declaradamente o governista Leonardo Picciani(RJ).

Assessores de Dilma lembram que Motta não é querido no Planalto. Ex-presidente da CPI da Petrobras, ele chegou a ser acusado pelo Psol de blindar Cunha na CPI. “Por isso, só temos um nome, e ele está no Rio: Leonardo Picciani”, resume um assessor da presidente.

PEDETISTAS

O Diretório Nacional do PDT faz hoje uma avaliação do momento político e decide sobre o impeachment da presidente Dilma. Em dezembro, a Executiva nacional e os parlamentares do pedetistas se posicionaram contra a cassação. 

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