Por rafael.souza

Brasília -  A defesa do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta sexta-feira à Justiça Federal de Brasília que ele seja dispensado de prestar depoimento, novamente, como testemunha de defesa de um dos réus de processo derivado da Operação Zelotes. 

Os advogados de Lula informaram à Justiça Federal que ele já se manifestou sobre o suposto esquema de compra de medidas provisórias em depoimento prestado no início do mês e pedem que reavaliem a necessidade do petista falar novamente no processo, desta vez como testemunha do lobista Alexandre Paes dos Santos.

Defesa quer que à Justiça reavalie novo depoimento de Lula como testemunha de defesa de um dos réus de processo derivado da Operação ZelotesDivulgação

A petição foi encaminhada ao juiz da 10ª Vara Federal de Brasília, Vallisney de Souza Oliveira, que já intimou o advogado Marcelo Leal a se manifestar sobre o pedido. Os advogados do ex-presidente condicionaram a dispensa da testemunha à concordância de Leal, pois o depoimento de Lula já foi deferido pelo juiz. 

Caso a defesa de Paes Santos insista na tomada de depoimento de Lula, ele terá que comparecer à audiência.

De acordo com o jornal "Folha de S. Paulo", o advogado Marcelo Leal disse que vai analisar o depoimento anteriormente prestado por Lula para saber se suas respostas contemplam a intenção da defesa. Se as respostas não sejam satisfatórias, Leal disse que insistirá na tomada do depoimento de Lula.

Adiamento

A primeira audiência para ouvir as testemunhas indicadas por réus da Operação Zelotes, marcada hoje foi adiada. O juiz adiou os depoimentos porque Fernando César de Moreira Mesquita, denunciado na ação, não foi intimado.

Com o adiamento, as dez testemunhas previstas para serem ouvidas nesta sexta-feira, indicadas pelos réus Hallysson Carvalho Silva e Francisco Mirto Florêncio da Silva, serão ouvidas na próxima segunda-feira. Os nomes que já estavam previstos para segunda serão mantidos.

Nesta fase de depoimentos, estão incluídas 98 testemunhas, incluindo Lula. Entre as testemunhas, a presidente Dilma Rousseff foi indicada por Eduardo Gonçalves Valadão.

Das 98 testemunhas convocadas por depor, 12 podem responder às perguntas por escrito, de acordo com o Artigo 221 do Código de Processo Penal (CPP). Nessa relação, estão incluídas a presidente Dilma, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE), José Agripino (DEM-RN) e Humberto Costa (PT-PE), além dos deputados José Guimarães (PT-CE) e José Carlos Aleluia (DEM-BA).

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