Naufrágio no litoral de São Paulo mata mãe e filho

Vítimas eram esposa e filho do executivo da Microsoft Brasil, Sérgio Curtale

Por O Dia

São Paulo - Mãe e filho morreram afogados após o naufrágio de uma embarcação de passeio, em Cananéia, no Vale do Ribeira, região sul do Estado de São Paulo. O acidente foi na tarde de sábado, mas os corpos só foram resgatados na madrugada de domingo.

Elaine Cristina Verne Curtale, 42 anos, e Davi Verne Curtale, quatro anos, ficaram presos na cabine da embarcação, que virou. As vítimas eram esposa e filho de Sérgio Curtale, executivo da empresa Microsoft, que também estava no passeio e sobreviveu. 

Elaine Cristina Curtale e Davi Curtale%2C esposa e filho do executivo da Microsoft Brasil%2C Sérgio Curtale%2C morreram num naufrágio no litoral paulistaReprodução Facebook


De acordo com o Corpo de Bombeiros de Registro, a família retornava de um passeio turístico à Ilha do Cardoso, a bordo do “Pérola Negra”. Havia 20 pessoas e dois tripulantes no barco. A informação é de que o “Pérola Negra” foi atingido por marolas provocadas por outras lanchas e houve pânico. Os passageiros se aglomeraram em um lado e o barco tombou. Todos foram resgatados por outras embarcações que estavam no local.

O filho do proprietário do barco, César Daniel Duarte, afirmou que a empresa realiza passeios marítimos em Cananéia há 15 anos. Ele diz que havia coletes salva-vidas e que a documentação do “Pérola Negra” estava em dia. “Foi uma fatalidade. O barco não bateu em nada. Muita onda na parte da baía e, talvez, o movimento das pessoas dentro do barco, ocasionaram o adornamento. Ele afundou de lado. A parte da baía é a pior porque sofre com o vento e a maré. O nosso piloto tem mais de 20 anos de experiência. Foi um movimento repentino que não deu para fazer nada”, afirmou Duarte.

A Marinha Brasileira abriu inquérito para investigar o naufrágio. Peritos da Capitania dos Portos de Santos estiveram no local do acidente. A Marinha disse, em nota, que as informações dos peritos instruirão a abertura de inquérito administrativo que terá o prazo de conclusão de até 90 dias, prorrogáveis se necessário, sobre as causas determinantes do acidente e responsabilidades.




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