Centro espírita é incendiado durante a madrugada no Distrito Federal

O responsável pelo centro, informou que há um 'grande indício' de que o incêndio tenha sido causado por intolerância

Por O Dia

Brasília - O Centro Espírita Chão de Flores, localizado na Área Especial 14, na avenida principal de Sobradinho 2, foi incendiado na madrugada de hoje. O fogo teve início por volta das 2h45, quando vizinhos perceberam o fogo e acionaram o Corpo de Bombeiros. Valdecy de Lima Silva, de 24 anos ficou ferido e precisou ser levado ao Hospital Regional de Sobradinho (HRS). Ele sofreu queimaduras de 1º e 2º graus nos pés, no rosto e nos braços.

A irmã de Valdecy, Tamara de Lima Silva, disse que acordou com o irmão gritando por socorro e logo começou a tirar as crianças de casa para que o fogo não atingisse o quarto da filha. “Acordei assustada. Meu irmão gritava por socorro e corremos para tentar ajudar. O Valdecy veio assim que ouviu o barulho nas telhas. Ele abriu o portão, mas, como as chamas estavam muito altas, acabou se queimando.”

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, houve queima parcial do espaço. Uma sala de costura que funcionava no centro ficou completamente destruída pelo fogo. A polícia está periciando o local para verificar as causas do incêndio.

O responsável pelo centro, Guilherme Varandas, informou que há um "grande indício" de que o incêndio tenha sido causado por intolerância. “A Polícia Civil está periciando porque houve arrombamento. Entraram deliberadamente para colocar fogo e não levaram nada. Não podemos incriminar ninguém, mas tudo leva a crer que foi intolerância religiosa”, afirmou Varandas.

Segundo Guilherme, o Centro Espírita Chão de Flores funciona em Sobradinho há 38 anos e, mesmo com o local incendiado, os trabalhos vão continuar. “Serviremos nossa sopa amanhã (30) na parte que sobrou. Estamos aqui há muito tempo e não vamos parar.”

A assessoria do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Distrital, Ricardo Valle, informou que o incêndio está sendo apurado pela 35ª Delegacia de Polícia, onde o caso é tratado como prioridade. Durante o processo, a apuração será transferida para a Delegacia de Intolerância, que ainda não começou a funcionar.

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