Dilma: 'Se não nos mobilizarmos, vamos perder a luta para o Aedes'

Presidenta encontrou governadores para discutir ações de combate ao mosquito

Por O Dia

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff afirmou, nesta sexta-feira, que o país "precisa se mobilizar para não perder a guerra contra o mosquito Aedes aegypti" — que transmite a dengue, o Zika vírus e a febre chikungunya. Rousseff participou, em Brasília, de uma videoconferência com governadores de São Paulo, Pernambuco, Paraíba, Rio de Janeiro e Bahia para tratar de ações de combate ao mosquito.

Dilma estava acompanhada de sete ministros, entre eles Marcelo Castro, da Saúde, Gilberto Occhi, da Integração Nacional e Aldo Rebelo, da Defesa. Após a reunião, a presidenta recebeu a imprensa e comentou a declaração do ministro da Saúde, que havia dito que o país estava perdendo a guerra para o mosquito. Dilma revelou que o ministro estava relatando "uma verdade". No entanto, a presidenta disse ainda que o país vai "lutar para ganhar esta guerra".

A presidenta e os ministros Marcelo Castro (Saúde)%2C Gilberto Occhi (Integração Nacional)%2C Aloizio Mercadante (Educação) e Jaques Wagner (Casa Civil) Marcelo Camargo/Agência Brasil

"É impressionante, achei fantástico. Por que criar um problema com a constatação da realidade? Dizer que estamos perdendo a guerra é porque queremos ganhar. Nós queremos ganhar. Estamos dizendo: se não nos mobilizarmos, vamos perder isso. Vamos nos mobilizar", afirmou Dilma. 

"Nós estamos perdendo. Enquanto o mosquito se reproduzir, estamos perdendo a luta. Se eu dissesse que nós estamos ganhando a luta, a gente estaria numa fase mais avançada. Mas nós vamos ganhar essa luta, é uma outra coisa. Nós vamos mostrar que o povo brasileiro vai ganhar essa guerra", completou.

Dia de mobilização

Nesta sexta, o governo federal promove um dia de mobilização para eliminar possíveis criadores do Aedes aegypti, mosquito que transmite dengue, chikungunya e zika – que pode causar microcefalia em crianças.

Mais cedo, o ministro da Saúde afirmou que oBrasil está diante de uma epidemia que chama a atenção do mundo, ao se referir ao avanço do Zika no país. A declaração foi feita um dia após a Organização Mundial da Saúde (OMS) convocar um comitê de emergência para tratar do assunto.

O continente americano deve ter entre 3 milhões e 4 milhões de casos de zika em 2016. A estimativa, divulgada nesta quinta-feira, é da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da OMS.

Boletim divulgado na quarta pelo Ministério da Saúde confirma que 270 crianças nasceram com microcefalia por infecção congênita, mas não necessariamente causada pelo vírus Zika. A pasta ainda investiga 3.448 casos suspeitos de microcefalia.

A Região Nordeste concentra 86% dos casos notificados. Pernambuco continua com o maior número de casos em investigação (1.125), seguido da Paraíba (497), Bahia (471), do Ceará (218), de Sergipe (172), Alagoas (158), do Rio Grande do Norte (133), Rio de Janeiro (122) e Maranhão (119).

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