Por felipe.martins, felipe.martins
Brasília - O presidente nacional do PT, Rui Falcão, pediu ontem aos deputados da bancada que façam defesas diárias e permanentes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “mesmo que ele relute em pedir solidariedade”. Além disso, o partido decidiu lançar uma versão em espanhol e inglês de uma cartilha com argumentos para defender o próprio PT e Lula das investigações da Operação Lava Jato.
A cartilha começou a ser levada para fóruns internacionais na América Latina e na Europa. Segundo Rui Falcão, os questionamentos no exterior aumentaram em relação ao noticiário envolvendo o partido. Intitulada “Em defesa do PT, da verdade e da democracia”, a cartilha mostra números para fundamentar a militância a dar argumentos para defender o partido.
Falcão contou que o PT decidiu lançar cartilha para defender Lula Agência Brasil

Em um dos itens, o PT ressalta que as 17 empresas investigadas na Lava Jato têm contratos com governos estaduais e prefeituras do PSDB e de outros partidos e questiona: “por que investigar e criminalizar somente as relações dessas empresas com o PT?”  Em outro ponto, apresenta tabelas de doações dessas empreiteiras na campanha estadual de São Paulo, ressaltando que os tucanos receberam mais doações das construtoras do que o PT.

Publicidade
BANCADA
Em reunião com a bancada do PT na Câmara, Falcão lembrou que no aniversário do partido, no próximo mês, haverá uma homenagem ao ex-presidente. “Não se trata de desagravo porque não achamos que o presidente Lula esteja agravado por esses canalhas que operam contra ele”, disse Rui Falcão na reunião que marcou o início da liderança da bancada do deputado Afonso Florence (BA), indicado por consenso. O petista apelou pelo empenho dos deputados durante as eleições municipais e disse que é preciso combater o “pessimismo” dos que afirmam que o PT será “varrido” nas urnas.
Publicidade
Falcão também criticou a manobra dos aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de retardar o processo disciplinar no Conselho de Ética. Para o dirigente petista, Cunha tenta protelar o processo “depois de ter mentido” à CPI da Petrobras e classificou o peemedebista como “alguém que consta mais nas páginas policiais do que nas páginas da política”. “Ele não quer passar pelo crivo do julgamento”, concluiu.
O novo líder também pregou que seus colegas defendam abertamente no Congresso o