Por rafael.souza
S√£o Paulo - A Pol√≠cia Civil abriu investiga√ß√£o contra o presidente do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores nas Empresas de T√°xi de S√£o Paulo (Sintetaxi-SP), Antonio Matias, o Cear√°, por incita√ß√£o e apologia ao crime depois que ele compartilhou um v√≠deo nas redes sociais, na semana passada, incentivando a viol√™ncia contra motoristas da Uber. "Agora √© cacete, prefeito", afirmou. Tamb√©m s√£o investigados o pr√≥prio sindicato e outras entidades da categoria. 
Ceará negou as suspeitas da polícia. "Eu não incentivei o crime. Foi uma mensagem para o prefeito Fernando Haddad. Nós queremos mais polícia, mais fiscalização. Somos contra a violência", disse. Ele será ouvido nesta sexta-feira, na 5ª Delegacia Seccional.
Durante vídeo Ceará%2C ameaçou o prefeito Fernando Haddad e os motoristas do aplicativo Uber%3A "acabou a palhaçada%2C agora é o cacete"Reprodução Vídeo

A reportagem apurou que h√° v√°rios inqu√©ritos instaurados em delegacias da capital que apuram casos isolados em que motoristas da Uber foram agredidos por taxistas. Por√©m, o Decap (departamento respons√°vel pelos 93 distritos policiais da cidade) centraliza as investiga√ß√Ķes para descobrir quem √© o respons√°vel por comandar as agress√Ķes.

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Desde ter√ßa-feira, supostos taxistas est√£o compartilhando mensagens de √°udio em grupos de WhatsApp. Nelas, prometem uma guerra contra a Uber. Entre as v√°rias amea√ßas est√£o incendiar carros pretos (mesmo n√£o sendo do aplicativo), parar rodovi√°rias e os aeroportos de Congonhas e Guarulhos. Tudo como forma de protesto contra decis√£o judicial que pro√≠be o Departamento de Transporte P√ļblico (DTP) de apreender carros da √úber.
Em uma das grava√ß√Ķes, o suposto taxista diz: "A guerra para o Pa√≠s ser liberto n√£o morreu gente e derramou sangue? Para gente ser liberto dessa maldita empresa (Uber), a gente derruba sangue Morre algu√©m, vem um outro e assume".
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Em nota, o Sintetaxi-SP disse que "não foi procurado por taxistas para falar sobre este tipo de ação. E, se procurados, não vão apoiar o movimento, que vai na contramão da lei municipal que proíbe o transporte clandestino".
Operação
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Na noite desta quarta, cerca de 120 policiais civis, em 40 viaturas, fizeram uma opera√ß√£o em quatro pontos da cidade para evitar brigas de taxistas e motoristas da Uber. Os investigadores ficaram na Avenida Juscelino Kubitschek, na zona sul; na esquina das ruas Augusta e Oscar Freire, nos Jardins; na Avenida Paes de Barros, na zona leste; e na esquina da Doutor Arnaldo com a Teodoro Sampaio, na zona oeste. 
Os policiais abordaram taxistas, motoristas da Uber, carros pretos particulares e tamb√©m motoqueiros, pois havia informa√ß√£o de que taxistas pretendiam atacar os motoristas da Uber usando motocicletas. 
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O secret√°rio de Seguran√ßa P√ļblica, Alexandre de Moraes, acompanhou a opera√ß√£o. Segundo ele, o objetivo principal foi verificar se havia armamento dentro de t√°xis ou em carros da Uber. "Conversei com quatro motoristas, √© poss√≠vel dizer que a maioria n√£o quer confus√£o. Quer regulamenta√ß√£o, quer trabalhar", disse.