Por tamyres.matos
As seis principais empresas do milionário Eike Batista perderam 26,9% de valor de em 2013 e, no acumulado dos últimos anos, tiveram queda de 62,05%, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira pela consultoria Economática. Enfraquecida, a petroleira OGX divide com a automotiva OSX as desvalorizações que têm levado ao enfraquecimento do que parecia um inabalável império.
Bilhões pelo raloAgência O Dia

Até o último dia 10, data considerada pela Economática, as divisas da OGX no mercado de ações retrairam 62,8% — o que fez a empresa despencar nominalmente de R$ 14,174 bilhões no dia 31 de dezembro do ano passado para R$ 5,275 milhões (diferença de R$ 8,89 bilhões). Em números absolutos, a petrolífera ficou atrás apenas da Vale, que perdeu R$ 42 bilhões (-19,56%), de R$ 215 bilhões no ano passado para cerca de R$ 173 bilhões agora.

Das empresas avaliadas no levantamento, apenas a CCX, uma das mais novas apostas de Eike e que atua na mineração de carvão, registrou divisas positivas no mercado de ações nos primeiros meses do ano, com 87,8% de crescimento. Na Bolsa de Valores há um ano, no entanto, a CCX ainda recupera as perdas de 2012 (-54,8% desde maio do ano passado). Isso sem falar da perda de fôlego das demais empresas MMX, MPX e LLX.
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Com um patrimônio que caiu de R$ 60 bilhões para cerca de R$ 20 bilhões de 2011 para 2012, analistas de mercado apontam que a única maneira da OGX ter fôlego no leilão de petróleo da ANP, que acontece nesta terça-feira no Rio, é com Eike colocando dinheiro do próprio bolso. E isso ele ainda tem.
Protestos no leilão de óleo
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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) inicia hoje a 11ª Rodada de licitações de áreas de exploração, leilão que volta a ocorrer depois de cinco anos. São 289 blocos de petróleo e gás, com área equivalente ao território do Ceará.
Integrantes de várias entidades civis e movimentos sociais protestaram ontem, em Brasília, contra a privatização do petróleo. Um novo protesto deve ocorrer hoje no Rio, em frente ao hotel Royal Tulip, em São Conrado, local do leilão.