Por bferreira

Rio - O PIB do primeiro trimestre de 2013 foi de apenas 0,6%, enquanto o governo e os especialistas previam que a economia fosse crescer 1%. Ou seja, a performance sugere que estamos crescendo 40% menos do que se espera ou que crescemos um pouco mais da metade das expectativas. Enquanto o governo insistia em um PIB anual próximo a 3,5% e o mercado previa algo entre 2,5% e 3%, já se ouve que a economia crescerá a uma taxa entre 2% e 2,5% este ano.

Não bastasse a repetição do “pibinho”, cresceu a proporção de famílias com dívidas no mês de maio, de acordo com dados da Confederação Nacional do Comércio. O índice cravou 63%, o que representa que, aproximadamente, de cada três famílias, duas estão endividadas. Em maio de 2012, o indicador era de 55,9%, mostrando um crescimento do indicador de 12,5% em 12 meses. Entre as famílias endividadas, 7,5% informaram que não terão condições de pagar tudo.

Além disso, a inflação não cede para valer. Os alimentos não baixam de preço e a taxa básica de juros subiu novamente. Parece que o pessimismo econômico se reacomodou com vigor nas nossas vidas.

Nenhuma medida econômica impopular será adotada para não desgastar as chances de reeleição da atual presidenta. Por isso, apesar do discurso oficial ser de que tudo está sob controle na economia, há razões concretas para desconfiar que o atual momento não é tão tranquilo e seguro quanto estão querendo nos fazer acreditar.

Professor de Finanças do Ibmec - gbraga@ibmecrj.br

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