Por bferreira

Rio - A melhor aplicação financeira é aquela que tem o rendimento mais adequado ao perfil do investidor. A escolha dependerá do nível de risco que ele deseja assumir. Assim, será classificado como conservador, equilibrado ou agressivo. Independentemente das características de cada um, os investidores devem ter sempre a preocupação de escolher aplicações que remunerem seu capital acima da inflação, garantindo ganhos reais.

Por Carlos Roberto F. Araújo

PERGUNTA E RESPOSTA

“Tenho alguns recursos guardados na poupança, mas gostaria de investir em aplicações mais rentáveis, porém, que não apresentassem muito risco. O que você sugere?”

Clarissa, Méier

Olá, Clarissa. Percebi que você se enquadra no tipo de investidora mais conservadora, ou seja, que prefere ganhar menos do que se arriscar a perder. Mas é importante ressaltar que todo investimento é um risco e, portanto, deve ser bem planejado.

Quando pretendemos investir devemos considerar, entre outras variáveis, a rentabilidade , que diz respeito ao seu retorno. Ela é geralmente expressa em taxa de juros. Há ainda a liquidez, que permite o resgate total, ou parcial da aplicação em um determinado momento. Além disso, considere a segurança, que diz respeito à solidez da instituição em que você está aplicando e o tipo de investimento.

No cenário atual, os Fundos de Renda Fixa e os Fundos DI (Referenciados de Investimento), após aumento da taxa de juros, estão rendendo cerca de 0,57% ao mês e são os que apresentam menores riscos. Eles têm também rentabilidade acima da poupança, cuja taxa está em 0,41% ao mês. Vale ressaltar, porém, que diferentemente da poupança, as aplicações em fundos possuem incidência de Imposto de Renda, o que deve ser considerado ao avaliar a rentabilidade.

É importante alertar, também, que se a sua aplicação em poupança for anterior a 4 de junho de 2012, quando o governo mudou as regras das cadernetas , estabelecendo novos critérios de remuneração, você deve pensar bem antes de decidir. A taxa para aquele investimento está em cerca de 0,5% ao mês, mais Taxa Referenciada, chamada de TR, o que o torna um dos mais atraentes para o seu perfil.

Carlos Roberto é diretor nacional da área de gestão da Universidade Estácio de Sá

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