Por bferreira

Rio - O comércio ainda contabiliza os prejuízos provocados pelas manifestações que ocorreram na quinta-feira em todo o país. Com lojas fechando antes do horário normal, mas sem considerar as depredações, a estimativa é de que o setor amargou prejuízos de R$700 milhões. Segundo o professor de Varejo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Daniel Plá, a antecipação do fim do expediente tem reflexo direto sobre o consumo e as vendas. De acordo com Plá, somente no município do Rio, as perdas são de mais de R$ 100 milhões.

Prejuízos não contabilizam danos causados ao patrimônio das lojas Severino Silva / Agência O Dia

O especialista explicou que a região mais afetada da cidade foi o Centro, que mantém forte atividade comercial e tem sido o principal palco das manifestações. Houve queda de 50% do faturamento previsto em um dia normal.

Ele afirma que as pessoas “deixaram de ir às compras, em função até do inconsciente coletivo afetado”. Para o economista, os manifestações levaram muitas pessoas a evitar sair ou a regressar para casa mais cedo. O resultado para o setor é, na avaliação de Plá, um desastre. Ele avalia: “Afeta o comércio como um todo. É uma verdadeira catástrofe”.

PERDAS ECONÔMICAS

Daniel Plá ressaltou que até agora ninguém se preocupou em dimensionar as perdas econômicas com as manifestações . “Os shopping ficaram vazios”, disse o especialista.

O especialista analisou a situação da Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega (Saara), no Centro. A área é considerada o maior shopping a céu aberto do estado. Lá, mesmo com as lojas conseguindo vender produtos com as cores da bandeira brasileira, máscaras, cornetas e chapéus, o desempenho não compensou o prejuízo. “Esse segmento é menos de 10% dos lojistas da Saara. É muito pontual e um tipo específico de mercadoria”, lamentou.

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