Federação chega aos 50 anos com muita disposição

Entidade no Rio mantém a luta em defesa de direitos dos idosos

Por O Dia

Rio - Há 50 anos nascia a Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Estado do Rio de Janeiro (Faaperj). A entidade, a primeira do gênero no país, completará meio século no próximo dia 14. Com atuação firme, ao longo dos anos, ela se consolidou como uma das principais trincheiras de luta pelos direitos dos aposentados, sejam eles segurados do INSS ou servidores públicos.

Dos tempos de resistência durante os anos de chumbo da ditadura militar aos dias de hoje, a Faaperj sempre esteve presente nas batalhas e nas mobilizações contra as injustiças sociais no país, principalmente as que afetam os idosos. Das campanhas que mais marcaram e mobilizaram a categoria, a presidenta da federação, Yedda Gaspar, destaca a que tratou da correção dos 147% no começo da década de 1990. A do Buraco Negro também merece ser lembrada.

Quando é preciso fazer manifestação nas ruas%2C os aposentados também dão exemplo de mobilizaçãoDivulgação

Anos depois, os aposentados fizeram outras muitas manifestações por conta das mudanças do teto previdenciário promovidas pelas Emendas Constitucionais 20, de 1998, e a 41, de 2003.

“A questão dos 147% foi um dos grandes momentos de mobilização dos aposentados nestes 50 anos de luta da nossa federação. Com a desvinculação dos benefícios previdenciários do salário mínimo, feita pelo Governo Collor, em 1991, nós amargamos grande perda. Fomos para as ruas e tivemos que brigar na Justiça”, lembra Yedda.

O presidente da Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas (Cobap), Warley Martins, ressaltou a importância e o grande peso político da federação fluminense. “As campanhas sempre repercutem com mais intensidade no Rio”, afirma o presidente que comanda outras 21 entidades, além da Faaperj.

Missa e festa comemoram cinco décadas

Para comemorar o Jubileu de Ouro, uma missa está marcada para o dia 16, às 9h, na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, no Centro, ao lado da sede da federação na Rua do Riachuelo. Os festejos continuam dia 19, com grande festa para convidados no salão social do América Futebol Clube, na Tijuca.

“Temos muito o que comemorar. A federação nasceu para unir as várias associações de trabalhadores que na época tinham mais um viés social, sem cunho de reivindicações”, explica Yedda Gaspar, que preside a entidade desde 2005 e está em seu terceiro mandato, organizando 47 associações filiadas.

Golpe militar fecha as portas

Como forma de homenagear a federação, a coluna resgatou um pouco da história da entidade. Menos de um ano após a fundação em 1963, ocorreu o Golpe Militar de 1964, mergulhando o país e a Faaperj em período de perseguições políticas. Segundo Yedda Gaspar, a entidade foi esvaziada pela repressão devido à ligação com sindicatos de trabalhadores.

Classes como a dos bancários, urbanitários, petroleiros, ferroviários, rodoviários e telefônicos sempre apoiaram as causas dos aposentados.

Depois de viver em sedes emprestadas e de pagar aluguel de sala na Avenida Presidente Vargas, a federação conseguiu comprar espaço próprio na Rua do Riachuelo 373 A. Lá, concentra as lutas e oferece serviços de orientação jurídica a associados.

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