Consulta a atrasados no site

Segurados do INSS que têm a receber até R$ 67 podem conferir dívida a partir de hoje

Por O Dia

Rio - Mais de 440 mil segurados do INSS podem consultar a partir de hoje na internet atrasados de até R$ 67 da revisão de benefícios por incapacidade (aposentadoria por invalidez, pensão por morte e auxílio-doença) concedidos com erro entre 1999 e 2009. Para confirmar a dívida, é preciso acessar www.previdência.gov.br e clicar em “Consulta a Revisão referente ao Artigo 29”. As informações também serão repassadas a partir de segunda-feita pela Central 135.

O instituto informou que o saldo é devido a trabalhadores que tiveram benefícios cessados ou suspensos, mas não receberam os atrasados. O pagamento dos valores será feito, de acordo com o INSS, quando esses segurados voltarem a requerer novo benefício previdenciário, em caso de acidente, por exemplo, ou de se aposentar definitivamente.

Ao preencher os campos no site que dão acesso à consulta, o sistema emitirá a seguinte mensagem “Conforme acordo firmando entre INSS, MPF e Sindinapi, o pagamento da diferença inferior a R$ 67 será efeuado quando da concessão de um novo benefício”. 

O INSS estabeleceu o limite de R$ 67. E a decisão foi tomada pelo fato de o instituto considerar que o custo do envio de correspondência para esse pessoal seria superior ao que se deve em atrasados. Segundo o órgão,443.750 segurados não vão mais receber correspondência em casa com aviso do crédito.

Com a iniciativa, o INSS retira o contingente do cronograma de pagamento, que termina em 2020, que faz parte do acordo entre o Ministério Público Federal e o Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical. O termo foi formalizado em 5 de setembro de 2012.

Ministro está preocupado

O ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, demonstrou ontem preocupação com projetos que tramitam no Congresso e concedem aposentadorias especiais a determinadas categorias de trabalhadores. Ele discutiu o assunto com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). O ministro teme que a aprovação de propostas abra precedente para “uma explosão das contas do setor”. Na terça-feira, projeto com esse objetivo deve ser votado no plenário beneficiando garçons.

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