Sucesso nas finanças: Negócios em família

As pessoas pedem empréstimos a parentes por comodismo e facilidade, pois bancos exigem documentos e garantias que tornam esse processo mais complexo

Por O Dia

Rio - As pessoas pedem empréstimos a parentes por comodismo e facilidade, pois bancos exigem documentos e garantias que tornam esse processo mais complexo. Vale ressaltar, porém, que antes de pedir ajuda aos parentes é preciso pensar no impacto que isso pode causar nas relações familiares. Além disso, é importante avaliar se o credor tem disponibilidade, qual a forma de amortização e, principalmente, honrar o compromisso.

por Carlos Roberto F. Araújo

PERGUNTA E RESPOSTA

“Estou com problemas financeiros e cogitei pedir dinheiro emprestado para alguém da minha família. Essa solução é mais aconselhável que fazer um empréstimo no banco?”

Patrick, Santa Cruz

Olá, Patrick. Empréstimo é assunto sério, independentemente da fonte do recurso ser familiar ou bancária. O empréstimo familiar é recomendado para quem tem boas relações com os parentes e uma boa alternativa para as pessoas que possuem dívidas que são corrigidas por altas taxas de juros, como cheque especial e o cartão de crédito.

Infelizmente, temos uma cultura equivocada de que o empréstimo concedido por parentes deve ser pago sem juros e pode ser renegociado se a situação apertar e os pagamentos atrasarem. Por isso, mesmo aqueles que querem ajudar os parentes temem não receber o dinheiro de volta. Ao optar por essa modalidade de empréstimo, o melhor é fazer uma negociação com transparência em relação a datas, juros e formas de pagamento para evitar prejuízo emocional ou financeiro.

Se sua escolha, no entanto, for um empréstimo bancário, consulte o gerente da sua agência, pois existem diferentes tipos de linhas de crédito. As taxas de juros variam de acordo com o produto financeiro, prazos, instituição bancária e perfil do cliente. Atualmente, uma boa opção é o crédito consignado, por ter as menores taxas de juros. Mas para fazer jus ao mesmo, sua empresa deve assinar convênio específico com o banco.

Na verdade, dívidas são inerentes ao ser humano, mas devem ser administradas com bom senso e um planejamento financeiro equilibrado. Para minimiza-las, é necessário estabelecer prioridades, pois nossas necessidades serão sempre maiores que os recursos disponíveis.

Carlos Roberto é diretor nacional da área de gestão da Universidade Estácio de Sá

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