Fazer ‘feira’ em supermercado sai até 8% mais barato no Rio

Preços de legumes, frutas e verduras estão entre 7,08% e 8,51% menores neste mês

Por O Dia

Rio - O bate-perna atrás de preços mais em conta na hora de comprar frutas, legumes e verduras garante ao consumidor boa economia. E se optar por adquirir os produtos nos supermercados em comparação às feiras-livres sairá ganhando, em média, 8%. Pesquisa semanal da Divisão de Feiras da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) mostra que a cesta com 36 produtos diferentes custa R$ 127,46 nas redes de supermercado do Rio contra R$ 138,63 nas feiras de rua.

Supermercados ganham ao comprar sem intermediários. Feirantes indicam que preços caem após às 12h30Agência O Dia

O último levantamento feito entre 16 e 21 de julho revelou que a variação de preços da cesta comprada no supermercado teve alta de 3,93% este ano. Já no mês de julho, a pesquisa detectou que houve queda de 7,08%. Em relação às feiras-livres, o consumidor pagou mais 3,88% este ano. Mas teve preços menores em 8,51% somente este mês.

“A diferença de preços entre supermercados e as feiras é natural. As redes, principalmente, as grandes têm mais poder de negociação e compram, na maioria das vezes, diretamente dos produtores, sem passar por intermediários. Fica mais fácil também por conta da quantidade comprada”, explica Aylton Fornari, presidente da Associação de Supermercado do Estado do Rio (Asserj).

NA XEPA O PREÇO CAI

O presidente do Sindicato dos Feirantes do Rio, Gilberto Amendoeira, afirma que a grande vantagem de comprar nas feiras é que o consumidor encontra produtos mais frescos. E dependendo da hora que vai à feira ainda se beneficia dos preços menores na chamada ‘xepa’.

“Quem deixa para comprar mais tarde, depois de 12h30, consegue pagar menos, em média, de 15% a 20%. Como os produtos são mais perecíveis, o feirante não quer levar nada de volta. Por isso baixa o valor para poder vender tudo e não ter retorno. Mas o produto não perde qualidade”, afirmou.

Cenoura tem alta de 112%

A pesquisa detectou que a vilã das compras é a cenoura que teve alta de preço de 112,67% este ano, nos supermercados. O quilo era vendido, em média, por R$ 3,19 entre 16 e 21 de julho. No mesmo período, o que mais encareceu nas feiras-livres foi a batata. O preço subiu 22,61%, passando a R$ 3,85 o quilo.

Já as maiores quedas foram registradas, de acordo com a pesquisa, com os preços do abacate (-25,99%) nas feiras-livres. O quilo ficou em R$ 3,19. Nos supermercado, o que mais aliviou o bolso dos consumidores foi a melancia que barateou 23,64%. O quilo da fruta era vendido a R$ 1,26.

O tomate que chegou a ser considerado o grande responsável pela alta da inflação vive agora dias de baixa com queda de 17,38% nos mercados, custando R$ 2,71, o quilo. Nas feiras também teve queda (-18,87%), saindo a R$ 3,31, o quilo.

Mercados estimulam mais

Os supermercados barraram os shoppings na estratégia de estimular o consumidor a comprar. Até então conhecidos como os grandes templos de compras por impulso, os centros comerciais deram lugar às redes de mercados.

Levantamento encomendado em junho pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) para avaliar como o brasileiro se relaciona com as ferramentas de crédito, 34% dos entrevistados admitiram gastar mais do que o planejado quando estão nos corredores de supermercados. Nos shoppings, 25% disseram que gastam mais.

As famílias da classe C são as que mais gastam nos supermercados. Em cada dez entrevistados, quatro confirmaram que são mais impulsivos nas compras nesses locais.

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