Por helio.almeida

Rio - Após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar que o Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre cresceu 1,5% em relação ao trimestre anterior, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, comemorou e afirmou que o “fundo do poço foi superado”. O ministro disse ainda que o Brasil tem possibilidades de voltar a ter um crescimento econômico a uma taxa média anual de 4%, a partir de 2014. Para ele, o bom desempenho previsto poderá vir de um incremento das exportações à medida que começam a surgir sinais de retomada do crescimento da economia internacional.

“O pior passou, o fundo do poço foi superado, estou falando não só no Brasil, mas no mundo como um todo. O mundo caminha junto e daqui para a frente é uma expansão”, disse, ao comentar os resultados do PIB. “Estamos numa trajetória de recuperação do crescimento que vai persistir nos próximos anos”.

Com o crescimento de 1,5% da economia brasileira, o PIB em valores correntes alcançou R$ 1,2 trilhão no segundo trimestre e é o melhor resultado desde o primeiro trimestre de 2010, quando a alta foi de 2%. No primeiro trimestre de 2013, a alta foi de 0,6%. O destaque neste segundo trimestre foi para a agropecuária, com crescimento de 3,9% ante o primeiro, seguida por indústria, com alta de 2%, e serviços, com 0,8%.

Na avaliação do ministro, em 2013 o país fechará com crescimento moderado. “Nossa trajetória é de um crescimento moderado até o final do ano, mas 2014 tende a ser mais promissor”, apontando os resultados que surgem no cenário internacional.

Mantega citou, por exemplo, a retomada da economia nos Estados Unidos, União Europeia e demais mercados que são consumidores de produtos brasileiros como os parceiros do Brasil no grupo dos Brics, Índia, Rússia e China. “Estamos na rota da recuperação econômica, com redução dos juros (ao consumo) se traduzindo em um dinamismo melhor”, ressaltou.

NA FRENTE DOS EUA E DA ALEMANHA

ACIMA DOS PAÍSES

O PIB brasileiro de 1,5% no segundo trimestre é superior a de países como os Estados Unidos (0,6%), Reino Unido (0,6%), Alemanha (0,7%) e França (0,5%). Também foi superior ao de Portugal (1,1%), Coreia do Sul (1,1%), Japão (0,6%) e União Europeia (0,3%). A Espanha (-0,1%), Itália (-0,2%), Holanda (-0,2%) e México (-0,7%) apresentaram queda.

BRICS

Na comparação com os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o crescimento de 3,3% do segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2012 foi maior do que na África do Sul (1,2%) e Rússia (2%). Já China teve crescimento de 7,5% e a Índia, de 4,4%.

COLHEITA RECORDE

A Confederação da Agricultura do Brasil (CNA) avaliou que o crescimento do PIB está relacionado à safra de grãos 2012/2013. “A colheita recorde de 186,1 milhões de toneladas de grãos e fibras determinou o crescimento do PIB”, informou a entidade.

CONSTRUÇÃO SOBE

Todos os subsetores que formam a indústria apresentaram resultados positivos, com destaque para a construção civil, que cresceu 3,8% — a maior expansão desde o segundo trimestre de 2010, quando foi de 4%. A indústria de transformação apresentou crescimento de 1,7%, seguida pela extrativa mineral (1%) e por eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (0,8%).

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