Por bferreira

Rio - Com a alta de ontem, de 0,63%, o dólar encerrou o mês de agosto com uma valorização de 4,5%. A moeda norte-americana fechou o dia cotada a R$ 2,38, em sua quarta alta seguida, apesar das sucessivas ações do Banco Central (BC) para conter o avanço da divisa.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que a desvalorização do real em relação ao dólar está ligada diretamente à expectativa das medidas que podem ser adotadas pelo Fed, o Banco Central norte-americano. Porém,ressaltou, o governo brasileiro tem os instrumentos necessários para controlar a queda da moeda nacional.

Ele explicou que as mudanças do Fed mexem com o câmbio de diversos países. “Nós temos aqui a possibilidade de influir fazendo com que a desvalorização seja menor, caso haja necessidade.

Temos muita ‘bala na agulha’ para moderar a mudança de câmbio”, frisou o ministro da Fazenda.
Mantega voltou a afirmar que as oscilações do dólar, no Brasil, sofrem influências do mercado futuro. Para ele, a movimentação se deve ao fato do mercado brasileiro estar mais aberto, mais internacionalizado e com mais liquidez do que em outros países.

LEILÕES DO BC

O dólar havia subido 1% ontem. Para conter a moeda, o BC fez um leilão, desta vez no câmbio tradicional, vendendo 30 mil contratos com vencimentos em novembro deste ano e janeiro de 2014.

A autoridade monetária não aceitou oferta nos dois lotes de leilão quando há compromisso de recompra, mas às 12 horas anunciou nova oferta com os mesmos parâmetros oferecidos no valor de até US$ 1 bilhão, e acabou aceitando propostas com taxa de recompra R$ 2,47.

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