Por thiago.antunes

Rio - A Polícia Federal (PF) prendeu nesta terça-feira sete representantes de uma organização não governamental (ONG) e um assessor do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), suspeitos de desviarem recursos do órgão federal.

De acordo com a PF, foram comprovadas irregularidades no repasse de R$ 47,5 milhões para a ONG de assistência ao trabalhador, que não teve o nome divulgado. O assessor, que ocupava cargo em comissão no MTE, foi exonerado no fim da tarde.

A operação denominada Pronto-Emprego, para cumprir os mandados de prisão e 37 de busca e apreensão, ocorreu em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Conforme a PF, a organização desviava recursos destinados à criação e manutenção de centros públicos de empregos e de qualificação de trabalhadores no Rio e em São Paulo.

As investigações tiveram início em janeiro deste ano e constataram o desvio dos recursos e lavagem de dinheiro desde a concessão de verbas pelo ministério. Além disso, foi comprovado o direcionamento das contratações, a inexecução de contratos, doações fictícias e simulações de prestações de serviço.

Os presos, que não tiveram os nomes revelados, responderão por quatro crimes: corrupção, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e peculato, cuja soma das penas pode chegar a até 37 anos. De acordo com a Polícia Federal, dois auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) também trabalharam nas investigações.

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