Por bferreira

Rio - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou ontem que abriu processo administrativo sancionador contra cinco diretores da petroleira OGX, além do controlador Eike Batista e o conselheiro de administração da companhia, o tunisiano Aziz Ben Ammar.

A decisão foi tomada um dia após Eike ter anunciado a venda de mais 5,49% das ações da empresa, reduzindo em 11,14% a sua participação no capital social total da companhia. A CVM não informou os detalhes sobre o processo, como sua data de abertura e o incidente ao qual se refere.
Os processos sancionadores são abertos, contudo, após uma investigação inicial da autarquia. Conforme o resumo do processo, o objetivo é apurar eventual responsabilidade dos executivos pelo descumprimento do Artigo 157 da Lei das S/A.

EMPRESÁRIO NEGOCIA MMX

O artigo diz que o administrador de companhia aberta deve declarar, ao firmar o termo de posse, o número de ações, bônus de subscrição, opções de compra de ações e debêntures conversíveis em ações, de emissão da companhia e de sociedades controladas ou do mesmo grupo, de que seja titular. A OGX informou que não comentará o assunto porque ainda não foi notificada oficialmente pela CVM.

São citados Roberto Monteiro, diretor financeiro e de relações com investidores, José Faveret, diretor jurídico, Luiz Eduardo Carneiro, diretor-presidente, Paulo de Tarso, diretor de exploração, Reinaldo Belotti, diretor de produção, além de Aziz Ben Ammar e Eike, que enviou o iate Pink Fleet para desmanche e posterior venda das peças.

Em comunicado de fato relevante ontem, a mineradora MMX informou que existem negociações em andamento para reduzir a participação do empresário na empresa. Eike já abriu mão do controle das empresas de logística LLX e de energia MPX.

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