Por thiago.antunes

Rio - As estrangeiras estão de olho no Brasil. Sim, estamos falando das franquias, especificamente os restaurantes frequentados por brasileiros no exterior. Marcel Gholmieh, sócio da Infinity, que administra redes de entretenimento e de alimentação — entre elas, Benihana e Hooters —, diz que muitas marcas decidem apostar aqui pela receptividade com que são recebidas pelos brasileiros.

Marcel Gholmieh, sócio da Infinity, que administra redes de entretenimento e de alimentação diz que marcas decidem apostar aqui pela receptividadeMurillo Constantino / Agência O Dia

Já Davide Bernacca, à frente do restaurante Serafina no Brasil, afirma que o conceito das lojas é bem aceito pelo mercado. Mudanças no cardápio, com pratos para almoço ou bebidas tipicamente nacionais, são algumas modificações feitas para ganhar o consumidor. Gholmieh diz que fatores como a carga tributária brasileira estão entre os itens que pressionam os resultados. Mas não é o que mais compromete o negócio.

“Hoje, o que mais deixa nossas operações com rentabilidades esmagadas são os altos custos das matérias-primas, da mão de obra e o valor dos imóveis”, afirma o executivo. Com duas unidades no Brasil, em São Paulo, na Vila Olímpia e Mooca, a americana Hooters faturou R$13 milhões em 2012.

A rede estima fechar 2013 com R$ 20 milhões e abrirá novas unidades no Shopping ABC, em Santo André, e no Rio. O Serafina, dos italianos Vittorio Assaf e Fabio Granato, inaugurou a primeira loja no Brasil em 2010, no Jardins. Depois foi a vez da filial do Itaim Bibi, em 2012. Para 2013, a dupla prevê crescimento de 20%. A próxima será aberta no Shopping JK.

O japonês Benihana abriu ao público em dezembro de 2012, em São Paulo. É a primeira das cinco casas que serão abertas no país. Rio e Brasília estão no radar. O grupo Benihana Inc. foi adquirido pelo fundo Angelo, Gordon & Co. em uma transação de US$ 296 milhões.

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