Por bferreira

Rio - Os pais dos mais de 200 mil alunos das cerca de 2 mil escolas particulares do Pré-Escolar ao Ensino Médio, que funcionam na cidade do Rio, já devem começar a separar um dinheiro extra no orçamento para o ano que vem. É que o aumento do valor da mensalidade para 2014 pode variar de 8% a 12%, segundo estimativa do Sindicato dos Estabelecimentos de Educação Básica do Município do Rio de Janeiro (Sinepe Rio).

As instituições que optarem pela variação mais alta vão praticar reajustes com índice que corresponde a mais que o dobro da inflação prevista pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O indicador deve fechar o ano em 5,82%.

O corretor Délio Ribeiro vai procurar escola pública para a filha LaylaAlexandre Vieira / Agência O Dia

Victor Nótrica, presidente do Sinepe Rio, diz que a divulgação do reajuste ocorrerá em meados de outubro. Mas ele acredita que a média ficará mesmo entre 8% e 12%.

Nótrica alega que os custos operacionais para manter uma instituição de ensino particular são altos. “E é bom frisar que as escolas têm liberdade para praticar seus preços. O índice é só uma referência”, ressalta.

RESTANTE DO ESTADO

Escolas particulares de 61 municípios do estado devem acompanhar a alta. Assim estima a presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado do Rio (Sinepe-RJ), Anna Lydia Collares. “Nosso índice deve ser divulgado dia 25, quando faremos uma discussão sobre planilha de custos. Porém, é bem provável que fique em 12% o teto de aumento”, diz.

Economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas, André Braz diz que o aumento do poder aquisitivo da classe C fez as mensalidades subirem . “É a lei da oferta e da procura. Enquanto não tivermos escolas públicas mais qualificadas, as pessoas vão continuar preferindo as instituições particulares”, avalia.

O corretor de imóveis, Délio Ribeiro da Silva, 61 anos, vai tentar escola pública para a filha Layla, dois anos. Ele quer fugir das altas mensalidades. “Vamos procurar uma escola pública de qualidade, como o Colégio de Aplicação, da UFRJ, ou o Pedro II, porque pelos preços que pagamos no ensino particular não dá para viver. Ainda mais, que Layla já é a nossa quarta filha”, argumenta o corretor de imóveis.

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