Sepe: 'Rio pode pagar até R$ 25 mil aos professores'

Sindicato da categoria afirma que só minoria ganharia esse valor

Por O Dia

Rio - O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe) defendeu ontem que a Prefeitura do Rio tem condições de pagar a remuneração máxima que consta no plano proposto pela entidade, de R$ 25.031,96. O valor, segundo o coordenador Alex Trentino, beneficiaria uma pequena parcela do quadro do Magistério. O sindicalista explica que o teto é para quem tem 36 anos de carreira, 40 horas semanais e pós-doutorado.

“Por função das exigências acadêmicas, não são todos os professores que têm a opção de fazer essa qualificação. Atualmente, devem existir pouco mais de dez docentes com Doutorado na rede municipal. O que mostra que é muito difícil para um profissional de 40 horas avançar na carreira por formação”, argumenta Alex Trentino.

ESPECIALISTA: 'É IMPAGÁVEL'

Ontem, a coluna publicou a avaliação do professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), Fernando de Holanda Barbosa Filho, sobre o plano apresentado pelo Sepe. O especialista afirmou que a proposta é “impagável”.

Segundo as projeções apresentadas pelo sindicato, o salário de professor com mais de 30 anos de carreira com Doutorado chegaria a R$14.159,49. Com Mestrado, a R$ 13.148,10. No plano em vigor, a remuneração final será de R$ 6.349,73 com Doutorado.

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Segundo Alex Trentino, é questão de “vontade política” a Prefeitura do Rio oferecer salário “digno” para o pessoal de Educação. “O plano do Executivo não apresenta uma boa evolução ao longo da carreira. É uma pequena diferença entre o salário inicial e final”, avalia o dirigente.

Segundo ele, o pagamento do aumento entre os níveis, de 4%, poderia ter sido melhor negociado pela prefeitura. “Defendemos 15% e o executivo paga 4%. O Estado do Rio paga 12%, por exemplo. Se cada um cedesse, quem sabe, poderíamos ter chegado a 8% de aumento a cada nível”, diz Alex.

O coordenador também criticou a posição do município de não reabrir a mesa de negociação: “Quando uma classe está em greve, pressupõe-se, que há intenção de abrir diálogo. A prefeitura nega esse direito.”

Os professores do Rio conquistaram apoio dos docentes da cidade de São Paulo na última segunda. A adesão dos paulistanos acontece mesmo com a categoria local ganhando, em alguns casos, menos da metade que os profissionais do Rio.

Faetec chama 500 aprovados

Presidente da Faetec, Celso Pansera informou ontem, em nota, que a Secretaria Estadual de Planejamento aprovou o pedido de convocação de mais 500 aprovados do concurso de 2010. Este mês, 30 técnicos-administrativos de Nível Médio serão chamados.

Outros 30, da área de apoio, serão convocados em novembro. Para fechar o ano, 40 inspetores e 200 professores garantirão vagas. Em janeiro, a fundação convoca outros 200 docentes. A listagem com os nomes será divulgada no site www.faetec.rj.gov.br.

Regra de convênio médico alterada

Decreto publicado ontem no Diário Oficial da União modificou a forma de relacionamento do governo com a Geap, plano de saúde do funcionalismo federal. O decreto acabou com a descentralização de convênios, celebrados órgão a órgão e determinou que o Ministério do Planejamento seja o responsável pelos contratos. Em nota, a pasta informou que dessa forma, o plano de saúde valerá para todos os ministérios.

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