Por bferreira

Rio - A exemplo de outras empresas do Grupo EBX, de Eike Batista, a mineradora MMX também se desfaz de ativos para tentar equilibrar seu balanço patrimonial. O resultado operacional do segundo trimestre deste ano não foi animador. Isto porque o prejuízo líquido foi de R$ 441 milhões. O mercado financeiro aguarda os números do terceiro trimestre, que serão divulgados quarta-feira, dia 13. São 973 mil acionistas ansiosos por saber o impacto das vendas de participações em projetos e empresas.

Atualmente, a MMX negocia 65% do capital social do superposto Sudeste, em Itaguaí, confirmou a assessoria ontem. As companhias Impala e Mubadala devem pagar cerca de R$ 911 milhões. Especialistas dizem que a venda já foi concluída e apenas será comunicada ao mercado quarta-feira.

Na última sexta-feira a mineradora anunciou a venda de todas as ações referentes à MMX Chile, ressaltando que está “revendo seu modelo de negócios.” Já a última novidade saiu esta semana. A empresa deixou suas instalações no edifício Serrador, sede do Grupo EBX, no centro do Rio, e está agora no bairro do Flamengo. Embora não tenham confirmado, cogita-se que a mudança visa “descolar” a imagem da companhia das demais empresas de Eike, devido à turbulência que vive o ex-magnata.

OGX VAI MUDAR DE NOME

O conselho de administração da OGX se reúne dia 19 para mudar de nome, endereço e configuração. Eles pretendem excluir a letra X da companhia.

Leitores consultados pelo DIA deram sugestões quanto à nova marca da petroleira. O comerciante Crispim Santana recomenda “Entrando numa fria”, por considerar que a medida não vai alterar o trajeto.

Mais otimista, a operadora de estacionamento Roseli Wandim acredita que os executivos conseguirão reerguer o negócio, mas devem manter a letra. A recomendação quanto ao nome é “Vai que dá xerto”.

Leandro Sango, que trabalha com arquitetura, sugere a última letra do alfabeto. Para ele, o nome ideal é “OGZ”. Menos confiante, o aposentado Edson Pereira diz que a petroleira deve se chamar “Vai se dá certo.”

Fornecedor move ação contra OSX

Ontem, a companhia de engenharia e construção Techint entrou com pedido de execução de título contra a OSX, empresa de construção naval de Eike, na 28ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio. Isto porque a empresa X cancelou a compra de duas plataformas que custariam R$ 1 bilhão. O prejuízo à fabricante foi de R$ 300 milhões, e estima-se que, por conta da quebra de contrato, 900 trabalhadores serão demitidos. A OSX também pretende entrar com pedido de recuperaçao judicial, visto estar com sua capacidade de pagamento comprometida. Ontem, teve queda de 18,75% na bolsa, sendo a ação cotada a R$ 0,52.

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