RJX bloqueia crise de Eike Batista no vôlei do Rio

Presidente do Tijuca Tênis Clube consegue R$ 803 mil para o time e pode ser novo gestor da equipe em 2014

Por O Dia

Rio - Foi publicado no Diário Oficial do Município de quinta-feira o repasse de R$ 803.746,82 mil para o Tijuca Tênis Clube (TTC) que deverá usar o montante para custear as despesas do time de vôlei da cidade que, a partir da próxima temporada, poderá ser administrado exclusivamente pela agremiação. Hoje a equipe pertence ao Grupo EBX, de Eike Batista.

OGX Petróleo tem sido mantenedor do RJX no lugar da empresa de esportes e entretenimento IMX%2C que tenta desfazer de ativosDivulgação

Presidente do Tijuca Tênis Clube, Paulo Maciel confirmou a verba e disse que foi quem solicitou o recurso à secretaria de Esportes. Isto porque, com a crise que se instalou nas empresas X, criou-se uma expectativa negativa quanto ao futuro do time. “Trata-se de uma equipe campeã e que não pode ser prejudicada por fatores alheios à sua própria trajetória”, frisou.

O dinheiro será usado para pagar despesas com viagens, alimentação, material esportivo e taxas à federação de vôlei. “Também será usado na infraestrutura do próprio clube para atender a equipe”, destacou, lembrando que foi o grupo de Eike quem procurou o TTC há um ano. “Éramos o único clube com todas os certificados junto aos órgãos reguladores em dia”, disse.

Diretor técnico do RJX, José Inácio Salles disse que o orçamento do time é de aproximadamente R$ 9 milhões por temporada, e frisou que o Grupo EBX sempre honrou os compromissos para com a equipe. “Com relação ao TTC, temos uma parceria estrutural, administrativa e logística, e também utilizamos a máquina administrativa do Tijuca”, ressaltou. Atualmente o RJX se reporta à petroleira OGX, que pediu recuperação judicial semana passada. A companhia depositou antecipadamente o salário dos jogadores para a temporada e, desta forma, quando entrou em crise, a equipe se manteve preservada. Porém, o time era administrado, originariamente, pela IMX, empresa de entretenimento de Eike.

A IMX está negociando sua participação de 50% no Rock In Rio para um fundo de investimentos norte-americano. Em nota, os administradores do festival mundial de rock informaram que, até o momento, a composição acionária permanece inalterada. Eike negociou a própria IMX pelo montante de R$500 milhões, mas não concluiu.

Ainda assim, nem tudo vai mal na companhia. A IMX detém 5% do novo Maracanã em concessão que durará 35 anos. O consórcio tem ainda a construtora Odebrecht e o grupo AEG na gestão do estádio, e deverá desembolsar mais de R$ 780 milhões que serão investidos no empreendimento. Porém, a expectativa de lucro ao longo do período é de R$ 2,5 bilhões.

‘Não divulgamos média salarial e cotas’, diz diretor

Atual campeã da liga nacional de vôlei, a RJX é um dos principais times da rodada deste ano, iniciada há três meses. OGX, Furnas e Grupo Petrópolis são os patrocinadores, já o Tijuca Tênis Clube e a Body Tech são, na composição, parceiros.

A média salarial dos jogadores não foi informada. “Não podemos divulgar por questões contratuais”, disse o diretor técnico José Inácio Salles que, sob o mesmo argumento, não repassou valor das cotas de patrocínio, principalmente da OGX.

Por meio de nota, a IMX informou que não divulga seus resultados, como lucro líquido, passivo e despesas operacionais. Se limitou a dizer que o Ebitda (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) 2013 será positivo.

A petroleira OGX já tem um novo nome sendo estudado. A companhia poderá ser chamada de Óleo e Gás Brasil S.A, disse Eike, em cerimônia que marcou o início da produção de petróleo, em São João da Barra, norte do Estado, ontem.

Os gestores querem a exclusão do X, devido a turbulência pela qual passa o grupo atualmente. A letra é a marca de todas as empresas listadas em bolsa do ex-bilionário, e simboliza a multiplicação de riqueza. Ontem, OSX comunicou que vai pedir recuperação judicial urgente.

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