Por adriano.araujo

Rio - Por trás de uma grande empresa pode haver um exército de pequenos empreendedores que fazem a diferença, desde que sejam bem preparados. A Gerdau decidiu investir nesses profissionais desde que lançou o Programa de Desenvolvimento de Fornecedores, aqui no Brasil, com a parceria do Sebrae, e em países como Argentina, Colômbia, México e Peru, onde firmou acordos com entidades semelhantes. O resultado? A qualidade dos produtos e serviços de seus fornecedores melhorou sensivelmente.

Em 2014%2C Uruguai e Venezuela farão parte do projeto%2C diz Fladimir GautoPatricia Stavis

Com operações nas Américas, na Europa e na Ásia, a companhia tem hoje uma rede de mais de 30 mil fornecedores, sendo 60% micro, pequenas e médias empresas (MPEs). A iniciativa abrange desde a oferta de cursos e consultorias para as empresas até a elaboração e acompanhamento da execução de planos de negócio.

No ciclo 2012/2013, 404 MPEs foram capacitadas em todos os países onde o projeto existe. Como resultado, o volume de negócios entre a Gerdau e as empresas participantes cresceu 24% na comparação com 2011. “Começamos no Sul do país e vimos que deu certo. A partir daí, montamos programas e identificamos o Sebrae como parceiro. Hoje, estamos presentes em oito estados e expandimos para a América Latina. Em 2014, Uruguai e Venezuela farão parte”, diz Fladimir Gauto, diretor de Suprimentos da Gerdau. O principal diferencial do projeto é que a base é formada pela gestão de indicadores de desempenho.

Há índices gerais, válidos para todas as empresas participantes, e dados específicos, estabelecidos de acordo com as necessidades de cada uma das companhias.
Os indicadores gerais levam em conta a redução da dependência econômica da MPEs em relação à Gerdau; aumento da pontualidade nos pedidos e crescimento no volume de vendas brutas das MPEs, entre outros.

Desde que foi lançado, há cerca de dois anos, até o momento, a empresa já investiu R$ 4 milhões, juntamente com o Sebrae, no projeto — que tem ciclos de 18 meses de duração. Em cada um desses períodos foram direcionados , em média, R$ 1 milhão por etapa. A meta é aumentar em até 15% o montante para os cursos e ter o mesmo percentual de crescimento de fornecedores participantes.

Reportagem: Érica Ribeiro

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