Por bferreira

Rio - A precariedade nos serviços de saúde do país não se limitam às instituições civis públicas. O drama se repete no meio militar também. Marinheiro da ativa tentou agendar o pré-natal da esposa em um dos hospitais da Força no último dia 25 e constatou que além da falta de médicos, eram feitas cobranças financeiras supostamente indevidas, visto que a categoria paga o Fundo de Saúde (Fusma). Para ele, o desconto deveria custear o atendimento.

“Me revoltei de vez quando liguei solicitando o pré natal e a resposta foi que não havia vagas naquele período. Disseram que se ela quisesse, deveria tentar na segunda quinzena de dezembro uma vaga para janeiro e, caso não conseguisse, era para continuar tentando”, desabafou o marinheiro, deixando no ar uma pergunta: “para que pagamos o Fusma? Talvez seja para bancar os coquetéis dos almirantes quando estão em alto mar”, respondeu o próprio.

A coluna procurou a Marinha na terça-feira, cobrando uma série de questionamentos. A Força limitou-se a explicar ontem o funcionamento do Fusma, deixando de responder sobre uma suposta hierarquia no atendimento médico hospitalar, onde oficiais de baixa patente seriam preteridos em detrimento de outros. De igual modo, não respondeu se faltam médicos em seu sistema de saúde nem se há cobranças nas unidades hospitalares.

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