Por bferreira

Rio - O relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR) sobre a regulamentação do direito de greve do servidor público está previsto para ser votado amanhã na Comissão Mista de Consolidação da Legislação Federal e Regulamentação de Dispositivos da Constituição. Apesar de essa ser uma luta antiga da categoria, o projeto apresentado pelo senador gerou polêmica, pois estabelece que, para alguns profissionais, até 60% do pessoal deve continuar trabalhando durante a greve.

As centrais sindicais já se reuniram três vezes com Jucá para discutir o projeto. Antes da primeira reunião, a exigência era que, em alguns casos, 80% dos servidores deveriam trabalhar enquanto estivessem em paralisação. Hoje, o senador se reúne novamente com os sindicalistas.

Secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal, Josemilton Costa afirma que as propostas apresentadas não foram levadas em consideração. “Nosso objetivo era discutir o projeto entre o Congresso, as centrais e o governo. Não entendi por que da noite para o dia o Congresso quer aprovar o relatório. Como vão votar um projeto um dia depois da negociação com os sindicatos?”, questiona.

Se o texto for colocado em votação sem modificações, as centrais prometem grande mobilização para impedir o avanço da proposta. Caso o projeto seja aprovado, Jucá informou que pode ser modificado posteriormente, conforme a necessidade.

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