Rio - Famosa revista especializada em negócios, a ‘Forbes’ calculou o valor de cada usuário das principais redes sociais da internet. Um tuiteiro vale US$ 100. Um facebuqueiro, US$ 98. No LinkedIn, o sujeito cai para US$ 93. Como chegaram a esse resultado? Simples. Dividiram o preço de cada uma dessas empresas na bolsa de valores americana pelo seu número de usuários.
Se esse levantamento não fosse apenas uma curiosidade, bem que gostaria de receber minha parte em grana, e estaríamos conversados. Mas não. Continuo alimentando os cofres dessas empresas a cada post, cada comentário, cada interação com outros camaradas. Para mim, a brincadeira é gratuita (até com duplo sentido). Para os verdadeiros donos das redes sociais, a coisa é séria. E isso se traduz em muita grana.
A fortuna de Mark Zuckerberg, que é grande chefe do Facebook, está em US$ 13,3 bilhões. E o cabra tem apenas 29 anos, mesma idade de Dustin Moskovitz, ex-sócio dele. Dustin é mais pobre: são US$ 3,8 bilhões na conta. Como é mais humilde, se dá ao luxo de se locomover de bicicleta e viajar em voos comerciais.
Como se vê, esses caras fazem fortuna no nosso playground. O nosso grupo de amigos, não esqueçamos, tornou-se uma lista de consumidores em potencial. E nossos interesses, na verdade, são nichos de mercado. Algum problema? Nenhum, mas é sempre bom ter consciência disso.
MOBILIDADE É O FUTURO
Smartphones e tablets respondem hoje por 20% do tráfego mundial na internet, garante a StatCounter. Em 2009, os aparelhos móveis ficavam com apenas 1,1% da navegação na web. E a tendência é que essa fatia fique bem maior em 2014, principalmente por causa da Copa do Mundo. Bom ficar de olho.
TOMA LÁ, DÁ CÁ
E o Edward Snowden? Ele foi o responsável por mostrar ao mundo, no início deste ano, que o governo dos EUA xereta a vida de meio mundo —inclusive nossa presidente Dilma. Acabou batendo de frente com o governo Obama e rapidamente conseguiu asilo temporário na Rússia. Mas essa moleza tem prazo pra acabar, e ele tem que encontrar outro pouso. Daí que andou rolando a história de que Snowden gostaria de viver legalmente no Brasil. Em troca, ele seria bastante útil para o governo brasileiro. É uma espécie de troca: você me dá asilo, e eu uso meus talentos para espionar a seu favor.
Você acha isso bonito? Me pareceu um pouco estranha essa proposta. É algo tipo milícia: você me paga uma taxa fixa, e eu protejo você à minha maneira — porque o Estado não está preocupado com isso.
Mas não. Talvez seja apenas implicância minha.