Por tamyres.matos

Rio - Entre os maiores usuários do crédito consignado no país, os servidores podem esperar novidades para o ano que vem. O Conselho Monetário Nacional (CMN) do Banco Central (BC) aprovou ontem novas regras para a modalidade. A partir de janeiro de 2015, os correspondentes bancários — conhecidos como “pastinhas” — terão suas comissões limitadas. Eles poderão receber à vista 60% do valor a que tinham direito de cada operação contratada.

Servidores temem que a iniciativa faça os juros aumentarem, já que a quantidade de empréstimos deve cair. Para Alexandre Canalini, professor de Finanças da FVG, essa é uma possibilidade. “Quando o banco perde dinheiro, isso é repassado ao consumidor”, diz.

Segundo o chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do BC, Sérgio Odilon dos Anjos, porém, o objetivo da medida é limitar a atuação dos agentes. “Eles levam pessoas a fazer crédito mais pela mecânica de concessão que pela necessidade”, explica.

Segundo o chefe do Departamento de Normas do Banco Central%2C Sérgio Odilon dos Anjos%2C os bancos poderão captar recursos no exterior para emprestar a empresas brasileirasAgência Brasil

O CMN introduziu também regras que punem os correspondentes e bancos que oferecem empréstimos com juros acima do limite legal. Além disso será proibido cobrar do cliente os custos da transferência da dívida. Canalini aprova a iniciativa: “É razoável. O Banco Central deve estimular a portabilidade”.

NO FUNCIONALISMO

Servidores concentram o segundo maior volume de concessões de crédito consignado no país, ficando atrás apenas dos aposentados. Este ano, a variação de funcionários públicos que contrataram o produto foi de 23,4%. No caso de beneficiários do INSS, esse número foi de 27%. Este mês, porém, a variação foi negativa: de -6,1% e -12,1%, respectivamente.

TAXAS BANCÁRIAS

Para servidores federais, as taxas variam de 1,47% (Banco Alfa) a 6,07% (PortoCred), segundo reportagem do Brasil Econômico. Para aposentados, esses valores variam de 1,7% ao mês (Caixa) a 2,29% (Banco Gerador). Por fim, para trabalhadores da iniciativa privada, a taxa mais barata encontrada foi de 0,09% ao mês (Banco BMG) e a mais cara de 6,05% (Biorc).

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