Fiocruz deve divulgar edital até fevereiro

São 400 vagas com remunerações que variam de R$ 2.701 R$ 14.440. Escolaridade vai do Ensino Médio ao Doutorado

Por O Dia

Rio - Trabalhar em uma instituição como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) é um sonho de muitos profissionais da áreas de pesquisa e de saúde e que pode se tornar realidade já em 2014. A maioria das 400 vagas do concurso para a entidade são para o Rio, sede do órgão. Com cargos que exigem desde o Ensino Médio ao Doutorado, a remuneração varia de R$2.701,46 (técnico) a R$14.440,67 (especialista). A fundação já informou que divulgará as regras do processo seletivo entre os meses de fevereiro e março do próximo ano.

O concurso foi autorizado pelo Ministério do Planejamento este mês e o edital tem prazo limite para sair até 3 de junho de 2014. Isso quer dizer que os interessados devem começar a preparação o quanto antes. 

Tamiris diz ser fundamental estudar por meio das provas anterioresDivulgação

A banca ainda não está definida, mas há a possibilidade de ser a mesma do último certame feito em 2010: a FGV. Reconhecida por elaborar provas que exigem conhecimento mais complexo, a instituição costuma fazer perguntas interdisciplinares e abusar de textos longos para análise aprofundada. 

“Recomendo estudo atento das matérias do edital, com recurso a fontes clássicas e atualizadas. Principalmente pela natureza do concurso, voltada à área da saúde, que exige sólido saber técnico e especializado”, orienta Fernando Bentes, diretor acadêmico do site Questões de Concursos.

Provas anteriores

Bentes lembra que, na última seleção, o edital seguiu em minúcias o padrão da FGV discriminando os detalhes de cada ponto a ser cobrado. “O candidato tem ótimo roteiro para pautar o planejamento de estudo”, dá a dica.

Camila Faro, professora do Universo do Concurso Público, conta que, no último certame, a Fiocruz lançou cinco editais para diversos cargos. “À época, uma das mudanças foram as ausências do Direito Administrativo e do Direito Constitucional nos cargos de técnico em Enfermagem. Para pesquisador, não houve prova de múltipla escolha”, informa.

Tamiris D’avila Barros Leite, de 21 anos, concurseira há um ano e meio, diz que é fundamental estudar provas anteriores. “Por meio delas é possível criar padrões de assuntos abordados, de níveis de dificuldades e de estilo de questões a serem aplicadas”, aconselha a estudante, que se prepara na Academia do Concurso.

Pode começar do ‘zero’

Camila Faro diz que a prova para técnico de saúde pública do último concurso foi mais simples. Era constituída por 15 questões de Português, 15 de Raciocínio Lógico Matemático (RLM) e 30 de conhecimentos específicos. Segundo ela, esse é o tipo de concurso que se aproxima mais do candidato que pretende começar a estudar pelo fato de não ter tanto conteúdo corriqueiro. “Basicamente, todos começam do zero nesse concurso. A Fiocruz trabalha em várias áreas e com isso espalha o número de oportunidades”, explica a especialista.

Professor de Raciocínio Lógico (RLM) da Academia do Concurso, Domingos Cereja afirma que as provas não costumam ter as temidas ‘pegadinhas’. “Com perguntas de forma direta, a FGV não tem como características usar ‘pegadinhas’” ressalta Cereja. “RLM requer um cuidado especial, pois precisa um tempo maior de preparo, devido aos exercícios”, orienta.

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