Por bferreira
Rio - O Brasil deve se tornar a quinta maior economia do mundo até 2023. Ficará atrás apenas de Estados Unidos, China, Japão e Índia, de acordo com projeções do Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios (CEBR, na sigla em inglês). Em dez anos, conforme estimativas da consultoria britânica, a economia brasileira vai superar as da Grã-Bretanha e da Alemanha.
O uso de transgênicos%2C como a soja%2C ajudará na expansão da agricultura e da economia brasileira%2C tornando o país a ser um dos principais provedores de alimentos na TerraAgência O Dia

Hoje, o país ocupa o sétimo lugar no levantamento do CEBR, que lista os 30 maiores países do mundo pelo tamanho de seu Produto Interno Bruto (PIB) nominal, segundo informou ontem o site de notícias da BBC Brasil. De acordo com o estudo, a economia do país vai se beneficiar do crescimento da população, do comércio de produtos agrícolas, este último impulsionado pelos termos da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) e pelos alimentos transgênicos.

O estudo destaca que, em 2011, o Brasil já havia superado a Grã-Bretanha, tornando-se a sexta maior economia do mundo. Mas perdeu o posto no ano seguinte devido à desvalorização cambial, ao menor crescimento econômico e à elevação das tensões políticas.
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Para Gilberto Braga, economista e professor de Finanças do Ibmec-Rio, as projeções da consultoria inglesa são bastante factíveis, já que o país possui recursos naturais necessários e está em fase de expansão da economia. “Apesar de a atividade produtiva não estar no ritmo desejado, em dez anos é possível o Brasil assumir melhores posições no ranking mundial”, disse Braga.
O professor destaca ainda que, enquanto o país apresenta um ritmo crescente, as economias das demais nações, principalmente na Europa, estão encolhendo. Os recursos naturais nessas regiões estão se esgotando.
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“Esses países são fomentadores de capital e tecnologia, mas num ritmo menor. No entanto, a população mundial continua crescendo e precisa, cada vez mais, de alimentos. O Brasil, com a pujança da sua agricultura, será o provedor dessa necessidade”, acrescentou o economista.
Na edição deste ano, houve poucas mudanças no ranking. Estados Unidos continuo no topo da lista, seguido da China, Japão, Alemanha, França e Grã-Bretanha. Recuperada da recessão, a Rússia tirou o oitavo lugar da Itália. Já o Canadá passou a ocupar a décima posição, que até então pertencia à Índia, devido à desvalorização da rúpia (moeda local).
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Na outra ponta da lista do Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios (CEBR), o Irã caiu da 21ª posição para o 30º lugar devido a sanções econômicas impostas em reação ao programa de enriquecimento nuclear do país. E a África do Sul, que até o ano passado ocupava a 28ª posição, saiu da lista, prejudicada pelo baixo crescimento de sua economia e da desvalorização de sua moeda , o rand.
CHINA NO TOPO
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Neste ano, pela primeira vez, a consultoria britânica Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios (CEBR) fez previsões para o comportamento das maiores economias do planeta para um período de cinco, dez e quinze anos. Até 2012, o estudo só dispunha de estimativas para um período de dez anos.
De acordo com a CEBR, a China vai se tornar a maior economia do mundo em 2028, à frente dos Estados Unidos. No mesmo ano, a Índia deve superar o Japão e se chegar ao terceiro país mais rico do globo.
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O levantamento destaca ainda que, embora a Grã-Bretanha seja ultrapassada pelo Brasil e pela Índia, posicionando-se no sétimo lugar no ranking, a economia de lá será, em 2028, apenas 3% menor do que a da Alemanha. Deve superar os alemães para se tornar a maior economia da Europa em 2030.
Com o reposicionamento, a China passaria a liderar o ranking em 2028, seguida por Estados Unidos, Índia, Japão, Brasil, Alemanha, Grã-Bretanha, Rússia, México e Canadá.
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O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, rebateu às queixas dos países europeus quanto um possível protecionismo à indústria brasileira. Segundo o ministro, as medidas fiscais adotadas pelo país não violam as regras internacionais de comércio.
Recentemente, a União Europeia se queixou a Organização Mundial de Comércio (OMC) quanto aos benefícios tributários concedidos pelo Brasil para desonerar a indústria e o aumento de impostos para importados. Segundo os europeus, “o Brasil agiu para afetar outros bens (importados), de computadores a smartphones e semicondutores”, atrapalhando as exportações europeias.
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